Bradesco vai lançar diversos produtos cripto e quer ser líder em stablecoin


O Bradesco quer ser lider no setor de stablecoins no Brasil, segundo declarou Courtnay Guimarães, Head of Digital Assets, durante sua participação em um painel no Merge São Paulo, realizado nesta terça 17.

De acordo com Guimarães, historicamente, bancos sempre operaram de forma local, com forte vínculo a seus mercados domésticos. No entanto, esse cenário está mudando rapidamente.

Mas com o avanço das tecnologias digitais e da infraestrutura baseada em blockchain, a tendência é que os bancos se tornem cada vez mais globais.

Na próxima década, é possível que praticamente todas as instituições financeiras operem nesse formato, conectadas a uma infraestrutura internacional mais integrada. Essa transição traz desafios relevantes. Os bancos tradicionais não foram estruturados para atuar de forma global desde o início, e adaptar esse modelo exige mudanças profundas em tecnologia, regulação e operação. Por isso, o setor enfrenta um momento de transformação estrutural, que exigirá inovação contínua para evitar que as instituições fiquem presas entre o modelo tradicional e o novo sistema digital.

Segundo Guimarães, frente a esta nova realidade, internamente, o banco já vinha passando por uma transformação estrutural. A liderança executiva definiu como prioridade o desenvolvimento de uma operação completa de ativos digitais.

“O mercado brasileiro ainda não é fácil de quantificar, mas já vemos fluxo relevante de capital migrando para players internacionais”, explicou.

Planos do Bradesco para o mercado cripto

Além disso, o crescimento de ativos como Bitcoin e outros produtos digitais reforçou a urgência da estratégia. Com base nesses fatores, o banco decidiu avançar. Hoje, o Bradesco já conta com dois fundos ativos no mercado e prepara uma expansão mais ampla.

“Já temos dois fundos operando e estamos estruturando nossa tesouraria para operar com grandes provedores globais”, disse.

O plano inclui a construção de uma das maiores iniciativas de testes institucionais do país, focada em serviços de alta qualidade.

Apesar disso, o banco ainda mantém parte da infraestrutura no modelo tradicional, especialmente na custódia, refletindo o perfil mais conservador do mercado.A expectativa é que os primeiros produtos mais robustos cheguem ao mercado nos próximos dois anos.

“Estamos construindo uma estratégia forte de testes institucionais, que deve se refletir nos nossos produtos nesse período”, afirmou.

No centro dessa estratégia está o mercado de stablecoins. O Bradesco quer não apenas participar, mas liderar esse segmento no Brasil. O banco já atua em conjunto com outras instituições na construção de um ambiente regulatório mais claro para esse tipo de ativo.

“Estamos trabalhando com outros bancos na construção da legislação para stablecoins e queremos estar entre os líderes desse processo”, destacou.

Apesar de avanços técnicos, o setor ainda depende de definições mais claras do Banco Central. De acordo com o executivo, uma das apostas do setor é a criação de padrões comuns para ativos digitais no Brasil. Nesse contexto, entidades como a ANBIMA ganham protagonismo.

O objetivo é estruturar produtos, especialmente no segmento de securities, e evitar fragmentação no mercado.

“A ideia é criar um modelo único para a indústria, evitando ilhas e construindo um mercado integrado”, afirmou o executivo.

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Fonte das informações: Cointelegraph

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