As principais instituições financeiras continuam explorando a tecnologia blockchain para viabilizar pagamentos institucionais mais baratos e rápidos, sinalizando um interesse crescente em soluções de tokenização.
O banco de investimento norte-americano JPMorgan e o grupo bancário multinacional de Singapura DBS anunciaram na terça-feira que estão desenvolvendo uma estrutura de tokenização baseada em blockchain para permitir transferências on-chain entre seus ecossistemas de tokens de depósito. O objetivo é estabelecer um novo padrão para pagamentos digitais interbancários.
A estrutura de tokenização permitirá que as duas instituições financeiras realizem pagamentos instantâneos e contínuos, tanto em redes públicas quanto permissionadas, oferecendo a seus clientes institucionais maior acesso a transações interbancárias on-chain.
De acordo com o DBS, o novo modelo permitirá que os clientes institucionais de ambos os bancos troquem ou resgatem depósitos tokenizados e realizem pagamentos transfronteiriços em tempo real em redes públicas e permissionadas de blockchain. O sistema foi projetado para operar 24 horas por dia, sete dias por semana, oferecendo o que o DBS chamou de “disponibilidade ininterrupta”.
O novo modelo de interoperabilidade surge em um momento de interesse institucional crescente por soluções financeiras tokenizadas, que fazem parte do setor de ativos do mundo real tokenizados (RWA), com o objetivo de trazer ativos financeiros e tangíveis para a blockchain e ampliar o acesso dos investidores.
Segundo uma pesquisa de 2024 do Banco de Compensações Internacionais (BIS), pelo menos um terço dos bancos comerciais pesquisados já lançou, testou ou estuda depósitos tokenizados.
Instituições financeiras estão explorando depósitos tokenizados. Fonte: bis.org
Bancos buscam interoperabilidade nas finanças tokenizadas
Alguns dos maiores bancos suíços, incluindo UBS, PostFinance e Sygnum Bank, também estão explorando pagamentos interbancários baseados em blockchain.
Em 16 de setembro, essas instituições concluíram o primeiro pagamento juridicamente vinculativo realizado por meio de blockchain, comprovando a eficácia da tecnologia para depósitos bancários e pagamentos institucionais.
Criar uma estrutura interoperável continua sendo essencial para reduzir a fragmentação nas transferências internacionais tokenizadas, segundo Rachel Chew, diretora de operações do grupo e chefe de moedas digitais e serviços de transações globais do DBS Bank.
“Nossa colaboração com a Kinexys, da J.P. Morgan, para desenvolver uma estrutura de interoperabilidade é, portanto, um marco significativo para o movimento internacional de dinheiro”, disse Chew, acrescentando que pagamentos instantâneos e contínuos oferecerão às empresas mais “opcionalidade, agilidade e velocidade para lidar com as incertezas globais e aproveitar novas oportunidades.”
O novo framework foi anunciado duas semanas após o JPMorgan realizar a primeira transação em sua futura plataforma de tokenização, a Kinexys Fund Flow, conforme relatado pelo Cointelegraph em 30 de outubro.
O banco de investimento planeja lançar a plataforma em 2026, com a intenção de tokenizar novos tipos de ativos, incluindo crédito privado e imóveis.
O JPMorgan e o DBS também estão entre os principais apoiadores da Patrior, uma rede de liquidação e plataforma de pagamentos baseada em blockchain, que levantou US$ 60 milhões em julho de 2024.
O cofundador da BitMEX, Arthur Hayes, revelou que o Zcash (ZEC) agora é a segunda maior posição do portfólio de seu family office, o Maelstrom, atrás apenas do Bitcoin (BTC).
“Devido à rápida valorização no preço, o ZEC agora é a segunda maior posição líquida do portfólio do MaelstromFund, atrás apenas do BTC”, escreveu ele em uma postagem no X na sexta-feira.
A revelação ocorre em meio a uma forte alta do Zcash, que subiu de uma mínima de US$ 137 para mais de US$ 730 no último mês — um aumento superior a 400%.
Outras moedas de privacidade também registraram ganhos expressivos na semana, com Dash (DASH), Decred (DCR) e ZKsync (ZK) subindo mais de 100%. Já criptomoedas de maior capitalização, como Bitcoin (BTC) e Ether (ETH), permaneceram lateralizadas em meio à incerteza macroeconômica.
Zcash cai 12% após forte rali
No momento da publicação, o ZEC é negociado a US$ 548, com queda de cerca de 11,8% nas últimas 24 horas e valor de mercado de US$ 8,9 bilhões, segundo o CoinMarketCap. A atividade de negociação segue elevada, com volume diário em alta de 139%, atingindo US$ 4,63 bilhões.
ZEC cai após forte alta. Fonte: CoinMarketCap
O fornecimento circulante do Zcash é de 16,28 milhões de ZEC, com limite máximo de 21 milhões. Sua capitalização totalmente diluída (FDV) está em torno de US$ 11,5 bilhões.
O modelo híbrido do Zcash, que oferece suporte a transações transparentes e protegidas, tornou-o uma opção mais atraente. Assim como o Bitcoin, ele tem oferta fixa de 21 milhões de moedas e é protegido por um mecanismo de prova de trabalho (PoW).
Retorno do Zcash impulsionado por movimento de base pró-privacidade
Alex Bornstein, diretor executivo da Zcash Foundation, afirmou que o recente ressurgimento do Zcash foi totalmente orgânico, impulsionado pela crescente preocupação pública com a vigilância governamental e o controle de dados. Em entrevista ao programa Chain Reaction, do Cointelegraph, Bornstein observou que o novo interesse reflete uma “narrativa poderosa” em torno da privacidade digital e da autonomia financeira.
Bornstein esclareceu que a Zcash Foundation, uma organização sem fins lucrativos registrada nos EUA, “não teve absolutamente nada a ver” com a onda de atenção renovada ao ZEC. “Ficamos surpresos quando essas menções começaram a surgir. E ver essa onda se espalhar e atingir esse nível foi extraordinário”, disse ele.
O Ether consolidou em torno de US$ 4.000, enquanto a falta de demanda por futuros e os fracos fluxos dos ETFs indicam ausência de otimismo.
A queda nas taxas e na atividade da rede Ethereum sugere menor demanda on-chain.
Analistas alertam para uma possível queda a US$ 3.500 se o suporte em US$ 4.000 não for recuperado em breve.
O Ether (ETH) tem oscilado em torno de US$ 4.000 nas últimas duas semanas, um período de consolidação após a queda relâmpago abaixo de US$ 3.500 em 11 de outubro.
Os traders de Ether agora avaliam a probabilidade de um novo impulso de alta após o Federal Reserve dos Estados Unidos confirmar um corte de juros de 0,25% e o fim do aperto quantitativo (QT).
Gráfico de quatro horas ETH/USD. Fonte: Cointelegraph/TradingView
Preço do Ether carece de sentimento de alta consistente
Os futuros de Ether estão sendo negociados com um prêmio de 5% em relação ao mercado spot, refletindo baixa demanda de compradores alavancados.
Em condições neutras de mercado, os prêmios de futuros normalmente variam entre 5% e 10% para compensar o período mais longo de liquidação. O mais preocupante é que, mesmo após a recente recuperação para US$ 4.250, o sentimento de alta não foi sustentado entre os traders.
Futuros anualizados de Ether, base móvel de três meses. Fonte: Glassnode
A tendência de baixa nos futuros de Ether coincidiu com saídas dos ETFs de Ethereum spot nos Estados Unidos, dominantes desde meados de outubro.
Os US$ 380 milhões em entradas líquidas de ETFs na segunda e terça-feira fizeram pouco para gerar impulso de alta, deixando os traders em dúvida se a meta de US$ 10.000 para o ETH ainda é realista neste ciclo.
Fluxos líquidos diários dos ETFs de Ethereum spot dos EUA, em USD. Fonte: SoSoValue
A incapacidade do Ether de se manter acima de US$ 4.000 também pode ser atribuída à queda nas taxas da rede Ethereum, embora esse problema tenha afetado todo o mercado de criptomoedas.
Ranking de blockchains por taxas de sete dias, em USD. Fonte: Nansen
As taxas na blockchain do Ethereum totalizaram US$ 5 milhões nos últimos sete dias, uma queda de 16% em relação à semana anterior. Em comparação, as taxas na BNB Chain caíram 30%, e a Tron registrou queda de 16%. O número de endereços ativos na camada base do Ethereum caiu 4% no mesmo período, enquanto a Tron teve um aumento superior a 100%.
“Armadilha de baixa clássica” ou queda mais profunda para o ETH?
Dados do Cointelegraph Markets Pro e do TradingView mostram que o preço do Ether está formando o terceiro candle vermelho consecutivo no gráfico diário.
Diversas tentativas de recuperação foram rejeitadas na resistência de US$ 4.000, levando traders a questionarem se o movimento de alta do Ether terminou ou se a altcoin passa por uma correção técnica.
“O $ETH perdeu novamente o suporte de US$ 4.000”, disse o analista Ted Pillows em uma publicação no X na quinta-feira.
Pillows destacou que, apesar do “corte de juros de 0,25% pelo Fed, do fim do QT em um mês e das negociações comerciais entre EUA e China” nas últimas 24 horas, o Ethereum continua em queda.
Um gráfico compartilhado mostra que a próxima linha de defesa do ETH está em US$ 3.800, e perdê-la pode desencadear uma nova onda de vendas, primeiro na faixa de US$ 3.500 a US$ 3.700 e, depois, no mínimo de US$ 3.354 atingido em 3 de agosto.
Por outro lado, recuperar US$ 4.000 reforçaria a confiança dos touros, que voltariam a mirar as resistências em US$ 4.200 e US$ 4.500 antes de buscar novas máximas acima de US$ 5.000.
Ted Pillows escreveu:
“Ou isso é uma armadilha de baixa clássica, ou o mercado cripto está prestes a cair muito mais.”
Gráfico diário ETH/USD. Fonte: Ted Pillows
O analista FibonacciTrading afirmou que “uma queda para US$ 3.300 ainda seria um recuo saudável dentro da tendência de alta, sustentado pela nuvem da EMA”, conforme mostra o gráfico semanal abaixo.
“Será uma verdadeira demonstração de força se os touros conseguirem defender esse suporte e preparar o próximo ataque à resistência.”
Gráfico semanal ETH/USD. Fonte: FibonacciTrading
Para o analista pseudônimo Cactus, a perspectiva de alta do Ether segue intacta, com um “forte quarto trimestre ainda em jogo”, desde que os touros mantenham a região de suporte entre US$ 3.800 e US$ 4.200.
Como o Cointelegraph relatou, os touros precisam elevar o preço acima da média móvel simples de 50 dias, em US$ 4.200, para sinalizar força e confirmar o início da próxima etapa do movimento de alta.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento ou negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar suas próprias pesquisas antes de decidir.
Empresas de capital aberto estão cada vez mais se rebatizando como tesourarias de Bitcoin (BTC), com participações que agora se aproximam de 1,05 milhão de BTC.
Empresas privadas também aderiram, adicionando mais 279.185 BTC em pelo menos 68 companhias, elevando o total para 1,33 milhão, cerca de 6,3% do suprimento de Bitcoin. A questão agora é se essas reservas permanecerão ociosas ou serão colocadas em uso.
Willem Schroé, fundador e CEO da rede de rendimento em Bitcoin Botanix Labs, acredita que muitas não ficarão paradas.
“Há muitas pessoas e muitas empresas privadas que detêm Bitcoin e estão explorando oportunidades de empréstimo e rendimento em Bitcoin”, disse ele ao Cointelegraph.
Pelo menos 273 empresas públicas e privadas já reportaram investimentos em Bitcoin. Fonte: BitcoinTreasuries.NET
Schroé teve seu primeiro contato com o Bitcoin durante seus estudos de criptografia na Bélgica, onde pesquisou criptografia autenticada ao lado de alguns dos primeiros colaboradores do Bitcoin. Mais tarde, frequentou a Harvard Business School, onde fundou a Botanix Labs, uma sidechain de rendimento em Bitcoin projetada para transformar o Bitcoin de uma reserva de valor passiva em um sistema financeiro utilizável.
“A única coisa que todo bitcoiner quer, quando você entende toda a visão do Bitcoin, é mais Bitcoin.”
Transformando o Bitcoin corporativo em capital de giro
Os fundos negociados em bolsa de Bitcoin spot (ETFs) detêm ainda mais Bitcoin do que o total agregado de empresas privadas e públicas, com quase 1,7 milhão de BTC. Mas seu formato regulatório não permite colocar esse Bitcoin para gerar rendimento.
“Eles usam um custodiante como a Coinbase ou a Anchorage, então não possuem as chaves nem a propriedade real”, disse Schroé. “O segundo ponto é a regulamentação, se você é um detentor de ETF, não tem permissão para fazer isso.”
A limitação decorre da forma como os ETFs de Bitcoin spot são estruturados sob a legislação de valores mobiliários dos EUA. Eles são registrados como trusts de commodities passivos segundo o Securities Act de 1933 e listados conforme o Exchange Act de 1934, uma estrutura que lhes permite acompanhar o preço do Bitcoin, mas não utilizá-lo ativamente. Por definição, seus registros proíbem o empréstimo, o staking ou a re-hipoteca dos ativos, a fim de manter a conformidade como veículos passivos e não como companhias de investimento registradas.
O IBIT da BlackRock detém a maior quantidade de Bitcoin entre os ETFs. Fonte: SoSoValue
Cada prospecto de ETF de Bitcoin spot deixa isso claro. O registro do iShares Bitcoin Trust da BlackRock, o maior entre eles, com 804.944 BTC, afirma: “O Trust, o Patrocinador e os prestadores de serviço do Trust não emprestarão, empenharão ou re-hipotecarão os ativos do Trust, nem os ativos do Trust servirão como garantia para qualquer empréstimo ou acordo semelhante, exceto no que diz respeito à quitação de Créditos Comerciais.”
Algumas tesourarias de ativos digitais já estão experimentando estratégias de rendimento. Na Solana, a DeFi Development Corp (DFDV) faz staking de suas participações, opera validadores e participa de protocolos de finanças descentralizadas (DeFi) para expandir seu saldo de tokens ao longo do tempo.
Abordagens semelhantes estão surgindo em outras redes, e iniciativas nativas de Bitcoin como a Botanix buscam replicar esse modelo para o Bitcoin, permitindo que os detentores obtenham rendimento mantendo o controle de suas moedas.
No entanto, rendimento em Bitcoin é um tema delicado. Tentativas anteriores de credores centralizados como Celsius e BlockFi colapsaram devido a alavancagem ou risco de contraparte. Esse histórico faz com que muitos no setor encarem com cautela as narrativas de rendimento, especialmente quando elas borram a linha entre inovação financeira e re-hipoteca especulativa.
“Essa é a natureza do crescimento de qualquer produto”, disse Schroé. “As primeiras ideias e experimentações vão acontecer, mas acho que já amadurecemos além dessa fase.”
“Protocolos como Aave e Dolomite agora possuem bilhões de dólares e um histórico de quatro a cinco anos. Eles resistiram a esses ciclos, e o mercado está se tornando mais seguro.”
Construindo a camada financeira do Bitcoin
Schroé quer transformar o Bitcoin em algo mais do que ouro digital. Com a Botanix Labs, ele está criando um sistema baseado em sidechain que permite aos usuários obter rendimento sobre seus Bitcoins sem abrir mão da custódia.
No centro dessa ideia está uma nova forma de pensar sobre a origem do rendimento. Em modelos fracassados como o da Celsius, os usuários depositavam Bitcoin em plataformas centralizadas que assumiam o controle dos fundos, os emprestavam para fundos de hedge e contrapartes e prometiam altos retornos. O sistema dependia de alavancagem off-chain e empréstimos opacos, que funcionavam até o colapso do mercado.
A Botanix opera como um protocolo não custodial. Os usuários fazem staking de seus Bitcoins em contratos inteligentes na sidechain da Botanix e recebem em troca um token de BTC que gera rendimento. A diferença também se estende à origem desse rendimento.
Atualmente, a Botanix oferece uma taxa percentual anual (APR) de 3,46% sobre 100 BTC em staking distribuídos entre 13.144 carteiras. Fonte: Botanix
A Botanix vincula o rendimento ao próprio uso da rede, de forma semelhante às recompensas de staking da Ethereum, em que as transações na blockchain financiam os retornos. O modelo ainda envolve riscos comuns a protocolos DeFi emergentes, como explorações ou falhas em contratos inteligentes e pontes.
“Acho que o Bitcoin venceu como dinheiro”, disse Schroé. “O próximo passo é um sistema financeiro, um meio de troca.”
A divisão no código do Bitcoin e a adoção corporativa
A crescente popularidade de empréstimos e rendimentos lastreados em Bitcoin mostra que a primeira criptomoeda baseada em blockchain do mundo está evoluindo além do armazenamento e da especulação, em direção a uma economia funcional.
Para Schroé, o objetivo não é imitar as estratégias das finanças tradicionais, mas construir um sistema financeiro nativo do Bitcoin. A Botanix utiliza um ambiente compatível com a Máquina Virtual Ethereum (EVM), em que as taxas de gas e as garantias são pagas em BTC, permitindo empréstimos, financiamentos e fornecimento de liquidez diretamente em uma rede vinculada ao Bitcoin.
Essa ambição está no centro de uma das divisões filosóficas mais antigas do Bitcoin. Desenvolvedores como Schroé veem a utilidade como a próxima evolução lógica da rede. Os puristas do Bitcoin a consideram uma distração que pode trazer o mesmo tipo de contágio que derrubou a DeFi e os credores centralizados em 2022.
Schroé disse ao Cointelegraph que essa tensão é um sinal da resiliência do Bitcoin. Ele apontou para a recente divisão entre os desenvolvedores do Bitcoin Core e do Knots, que entraram em conflito sobre políticas de filtragem e governança.
“Acho que o Bitcoin Core ainda deve ouvir o mercado, ainda deve ouvir os bitcoiners”, afirmou. “Não existe isso de o Bitcoin Core estar totalmente no controle.”
Essa divisão ilustra como o Bitcoin continua a evoluir, tanto em seu código quanto em suas aplicações. Enquanto os desenvolvedores debatem sobre governança e pureza, empresas e construtores buscam maneiras de tornar o Bitcoin mais do que uma reserva de valor estática.
O Bitcoin permanece volátil na abertura de Wall Street, com o nível de US$ 110 mil voltando a aparecer.
As condições de liquidez se intensificam em torno do preço, enquanto a média móvel de 21 semanas se torna um ponto importante a ser reconquistado.
O preço do ouro despenca após se aproximar novamente das máximas históricas.
Os compradores e vendedores de Bitcoin (BTC) disputaram o controle na abertura de Wall Street nesta terça-feira, enquanto o ouro sofreu uma forte queda.
Gráfico de uma hora do BTC/USD. Fonte: Cointelegraph/TradingView
Bitcoin reage após novo teste da lacuna dos futuros da CME
Depois de cair em direção à lacuna deixada no mercado de futuros de Bitcoin da CME Group, mas sem preenchê-la, o par BTC/USD inverteu o movimento e voltou a subir, ultrapassando a marca dos US$ 110 mil.
O par navegou entre diferentes condições de liquidez nos livros de ordens das exchanges, com ofertas de compra e venda aparecendo e desaparecendo à medida que grandes players tentavam influenciar o desempenho do preço.
Dados do portal CoinGlass mostraram um aumento geral da liquidez em torno do preço à vista.
Mapa de calor da liquidação do BTC (captura de tela). Fonte: CoinGlass
“Fazia tempo que as liquidações não pareciam assim, com as taxas de financiamento próximas de territórios negativos”, comentou o trader Luca em uma publicação no X.
O comentário fazia referência às taxas de financiamento nas exchanges de derivativos, indicando um sentimento mais cauteloso entre os traders e uma expectativa geral de novas quedas.
Tanto Luca quanto outros analistas observaram um possível “ímã” de preço em torno das ordens de venda acima de US$ 116 mil.
Gráfico semanal do BTC/USD. Fonte: Rekt Capital/X
O trader e analista Rekt Capital, por sua vez, destacou a média móvel exponencial (EMA) de 21 semanas como o principal nível de resistência que os touros precisam superar.
“O Bitcoin está encontrando resistência na EMA de 21 semanas (verde) neste momento, o que está empurrando o preço de volta para a zona histórica de demanda (laranja)”, escreveu ele junto a um gráfico.
“O Bitcoin precisa continuar sustentando essa área laranja como suporte, não apenas para manter um possível fundo mais alto em estágio inicial, mas também para se posicionar para retomar a EMA de 21 semanas depois.”
Ouro forma possível “topo duplo” após queda diária de 5%
A volatilidade não se restringiu ao mercado cripto no dia.
O ouro, que havia atingido máximas históricas nos últimos dias, agora enfrenta o risco de formar um padrão baixista de “topo duplo”, após registrar uma queda de mais de 5,5% em um único dia.
O estrategista sênior da Forex.com, James Stanley, foi um dos que previram um novo teste da faixa dos US$ 4.000 caso o padrão se confirme.
“Se a linha do pescoço for rompida e o preço seguir o movimento projetado, teremos um teste em US$ 4.000”, afirmou Stanley em sua análise no X, que incluiu níveis de retração de Fibonacci.
Gráfico de quatro horas do par XAU/USD. Fonte: James Stanley/X
O trader Crypto Tony sugeriu que o Bitcoin e as altcoins podem se beneficiar de uma pausa na forte tendência de alta do ouro.
“Ativos mais arriscados ganham mais peso em tempos de incerteza, e o OURO está no topo dessa cadeia”, escreveu ele no X, apontando o ouro como um dos motivos do desempenho fraco das criptomoedas.
“Quando ele recuar, espere um boom das criptos.”
Gráfico de quatro horas BTC/USD vs. XAU/USD. Fonte: Cointelegraph/TradingView
Este artigo não contém aconselhamento ou recomendações de investimento. Toda movimentação de investimento ou negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar suas próprias pesquisas antes de tomar decisões.
Visa explora mercado de US$ 670 bilhões em empréstimos DeFi para modernizar seus modelos de concessão de crédito usando stablecoins.
A estratégia prevê integração com protocolos DeFi nativos para criar mercados de crédito globais automatizados 24/7.
A iniciativa representa um marco na convergência entre o sistema financeiro tradicional (TradFi) e a economia digital.
Depois de adotar as stablecoins como trilho de pagamentos, a gigante de pagamentos Visa mira o mercado de US$ 670 bilhões em empréstimos DeFi (finanças descentralizadas) para modernizar seus modelos de concessão de crédito.
Total de empréstimos de stablecoins originados nos últimos cinco anos. Fonte: Visa
O relatório “Stablecoins Beyond Payments: The Onchain Lending Opportunity” (Stablecoins além dos pagamentos: a oportunidade de empréstimos on-chain, em tradução livre) revela que a empresa que movimentou US$ 13,2 trilhões em pagamentos em 2024 pretende explorar o ecossistema de empréstimos colateralizados DeFi, ampliando os potenciais casos de uso das stablecoins em sua rede de 15.000 parceiros institucionais.
A Proposta de Valor das “Finanças On-Chain”
A nova estratégia da Visa baseia-se no conceito de “finanças on-chain” — mercados de crédito globais, automatizados, 24/7, financiados por stablecoins. Na prática, a Visa pretende integrar a dinâmica dos protocolos de empréstimos DeFi à sua infraestrutura de crédito.
Segundo o relatório, a Visa pretende estimular que instituições atuem como provedores de liquidez, depositando stablecoins em “pools de liquidez” automatizados por contratos inteligentes (smart contracts). Em contrapartida, os consumidores finais podem acessar esses fundos mediante o depósito de criptoativos como garantia.
Caberá à Visa gerenciar os dados, garantir a conformidade e fornecer a infraestrutura para o funcionamento do sistema. A gigante de pagamentos acredita que sua reputação tem potencial para atrair trilhões em capital institucional, inaugurando uma nova era global de acesso facilitado ao crédito.
Para a Visa, essa nova infraestrutura tem três vantagens em relação aos sistemas atuais. A primeira é a maior eficiência operacional. As “finanças on-chain” usam contratos inteligentes para automatizar a intermediação financeira — uma função que historicamente pertence a bancos e sistemas legados.
Essa automação injeta uma nova camada de eficiência no mercado de capitais, com os contratos ajustando as taxas de juros em tempo real com base na oferta e na demanda. Isso permite a redução das taxas quando a utilização é baixa e o aumento quando a liquidez se torna escassa.
A segunda vantagem são os benefícios diretos para os usuários. A infraestrutura on-chain cria mercados de crédito que funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana, de forma ininterrupta e sem fronteiras geográficas.
A precificação é totalmente transparente para todos os participantes da rede. Segundo a proposta da Visa, qualquer pessoa com acesso à internet pode integrar o ecossistema como credor ou tomador de empréstimo, sem a permissão de uma autoridade central.
Por fim, a transformação mais disruptiva, segundo a Visa, altera fundamentalmente a gestão de risco. O modelo de crédito tradicional depende de análises de crédito, reputação prévia e contratos para mitigar o risco de contraparte.
O modelo on-chain reduz o risco por meio de liquidações automatizadas. Embora o risco não seja eliminado, a solvência do tomador tem sua importância reduzida. A segurança é garantida pelo código do protocolo, por suas estruturas de governança e pela confiabilidade dos dados que alimentam os contratos.
Visa pretende integrar protocolos DeFi ao seu ecossistema de “finanças on-chain”
A estratégia da Visa prevê a integração com protocolos DeFi nativos para desenvolvimento desses novos serviços financeiros. Os estudos de caso apresentados no relatório da empresa ressaltam que os casos de uso de DeFi estão deixando de ser meramente especulativos para consolidarem-se como serviços financeiros de larga escala.
O relatório destaca que, atualmente, plataformas como a Morpho já atuam como infraestrutura de back-end para gigantes como Coinbase, Ledger e o banco Société Générale, agregando liquidez para otimizar os juros cobrados em operações de empréstimo.
A integração com a exchange de criptomoedas Coinbase, por exemplo, já viabilizou mais de US$ 1 bilhão em empréstimos denominados em USD Coin (USDC) com colateral em Bitcoin.
Empréstimos de USDC com garantias em cbBTC na Coinbase. Fonte: Visa
A infraestrutura dos protocolos DeFi também viabilizou o surgimento de novas aplicações voltadas para o uso empresarial. O relatório destaca que a Huma Finance oferece produtos financeiros como linhas de crédito rotativo e antecipação de recebíveis para acelerar pagamentos transfronteiriços.
Voltada para consumidores que desejam utilizar stablecoins para pagamentos sem precisar vender seus criptoativos, a EtherFi oferece serviços bancários utilizando um cartão de crédito Visa vinculado a carteiras autocustodiais.
Com um mecanismo sofisticado, o Cash da EtherFi garante acesso à liquidez por meio de empréstimos garantidos por criptoativos, explica o relatório.
A iniciativa da Visa evidencia a integração acelerada entre o sistema financeiro tradicional e a economia digital on-chain. Segundo o relatório, essa convergência tem sido impulsionada por dois fatores-chave.
O primeiro é a crescente adoção de stablecoins como infraestrutura financeira. O segundo são os avanços regulatórios, especialmente nos Estados Unidos, onde leis como o “GENIUS Act” criam segurança jurídica para que as instituições financeiras desenvolvam produtos on-chain visando usuários finais.
Conforme noticiado pelo Cointelegraph Brasil, o Cash da EtherFi integrou o Pix para permitir que usuários brasileiros façam pagamentos em reais com crédito lastreado em Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e stablecoins.
O Bitcoin manteve a negociação dentro de uma faixa acima de US$ 120.000 após um reajuste de 8% na alavancagem dos contratos futuros.
A demanda no mercado à vista e a queda nos juros em aberto indicam renovada confiança dos compradores.
O índice MVRV sinalizou um potencial de valorização entre 15% e 25%, com alvo entre US$ 140.000 e US$ 150.000 até o fim do quarto trimestre.
O Bitcoin (BTC) continuou sendo negociado entre US$ 120.000 e US$ 125.000 após uma forte, mas ordenada, desalavancagem nos mercados futuros, sugerindo que US$ 120.000 pode se consolidar como uma importante zona de demanda no curto prazo.
De acordo com o analista de mercado Skew, o recente recuperação do Bitcoin a partir do nível de US$ 120.000 destacou a presença de ordens de compra nessa faixa. Dados do mercado à vista da Binance mostraram um aumento no delta de volume cumulativo (CVD) em torno de US$ 120.000, refletindo renovado interesse de compra no mercado spot.
Análise de atividade spot e de futuros do Bitcoin por Skew. Fonte: X
Ao mesmo tempo, os mercados de futuros perpétuos registraram ordens de compra concentradas no mesmo nível, enquanto os juros em aberto diminuíram, indicando fechamento de posições vendidas à medida que o preço se recuperava.
Em conjunto, esses fatores sugerem que o mercado pode estar definindo uma nova “zona de valor” de curto prazo em torno de US$ 123.000 nos próximos dias, com oferta mais intensa acima dessa faixa.
As métricas on-chain reforçam essa tese de consolidação. O analista Maartunn observou que os detentores de curto prazo estão quase igualmente divididos entre realizar lucros e perdas, com 24.100 BTC enviados para exchanges com lucro e 19.700 BTC com prejuízo, uma divisão “quase 50/50, mas levemente positiva”.
Lucros e perdas de detentores de curto prazo enviados a exchanges. Fonte: Maartunn/X
Além disso, dados da Binance mostraram o ajuste de alavancagem que acompanhou a recente correção. O juros em aberto do Bitcoin na exchange caiu de US$ 15,07 bilhões em 6 de outubro para US$ 13,88 bilhões, uma queda de 7,9% em três dias.
Essa redução de alavancagem normalmente reflete uma realocação cautelosa, e não uma saída total do mercado, podendo abrir espaço para uma alta mais sustentável quando novo capital entrar.
Análise do MVRV aponta perspectiva positiva para o quarto trimestre
Embora a tendência de curto prazo indique consolidação, analistas seguem otimistas em relação à trajetória do Bitcoin até o final do ano. O estrategista de mercado Timo Oinonen destacou o índice MVRV (Valor de Mercado por Valor Realizado) como um indicador importante de possível valorização. O MVRV compara a capitalização de mercado atual do Bitcoin com sua capitalização realizada, medindo se o ativo está supervalorizado ou subvalorizado em relação ao custo médio dos detentores.
Segundo Oinonen, o MVRV atual do Bitcoin indica um cenário-base em que o preço pode subir entre 15% e 25%, alcançando entre US$ 140.000 e US$ 150.000 até o final do quarto trimestre, apoiado pela acumulação dos detentores de longo prazo e pela estabilidade dos custos de curto prazo.
Análise MVRV do Bitcoin por Timo Oinonen. Fonte: CryptoQuant
Em um cenário mais otimista, caso o MVRV ultrapasse 4,0 — semelhante ao ciclo de 2021, o BTC poderia atingir entre US$ 170.000 e US$ 200.000, impulsionado por um novo sentimento de euforia no mercado e por uma possível escassez de oferta pós-halving.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento ou negociação envolve risco, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa antes de decidir.
Os ETFs de ETH ampliaram o acesso, mas os fluxos continuam cíclicos.
A estrutura do SOL já está pronta: os futuros da CME estão ativos e as opções estão previstas para 13 de outubro (aguardando aprovação).
Os novos padrões genéricos da SEC agora permitem listagens mais rápidas de ETPs de commodities spot além do BTC e do ETH.
Para que o SOL supere o ETH, será necessário manter criações consistentes, hedge eficiente, uso real on-chain e impulso contínuo dos desenvolvedores.
É verdade que o Ether (ETH) já saiu na frente na corrida pelos fundos negociados em bolsa (ETFs): os ETFs spot de Ether começaram a ser negociados em 23 de julho de 2024, atraindo cerca de US$ 107 milhões em fluxos líquidos no primeiro dia e abrindo um caminho de investimento acessível a investidores tradicionais por meio de corretoras e contas de aposentadoria.
No entanto, a infraestrutura de mercado da Solana (SOL) está se aproximando. A Bolsa Mercantil de Chicago (CME) lançou futuros de Solana em 17 de março de 2025, e as opções estão previstas para 13 de outubro.
Em setembro de 2025, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) adotou “padrões genéricos de listagem” que simplificam o processo para as bolsas listarem produtos negociados em bolsa (ETPs) de commodities spot, o que pode abrir o caminho além do Bitcoin (BTC) e do Ether.
Fora dos EUA, o SOL já é negociado em instrumentos de investimento regulamentados por meio da 21Shares, na Europa, e da 3iQ, no Canadá.
Com esse acesso já estabelecido, a questão agora é se um ETF de SOL nos EUA pode gerar uma demanda duradoura que permita à Solana superar o Ether tanto em preço quanto em fundamentos.
Antes de abordar isso, é importante contextualizar.
O que os ETFs de ETH mudaram, e o que não mudaram
Os ETFs spot de Ether começaram a ser negociados nos Estados Unidos em 23 de julho de 2024. No primeiro dia, registraram cerca de US$ 1 bilhão em volume de negociação e aproximadamente US$ 107 milhões em fluxos líquidos, abrindo um canal de investimento tradicional para consultores de investimento registrados (RIAs) e instituições. No entanto, esse desempenho ainda ficou abaixo da estreia dos ETFs de Bitcoin em janeiro.
Desde então, os fluxos têm se mantido cíclicos. Até meados de 2025, o ETH passou por períodos de novas criações alternados com saídas líquidas. Entre o final de agosto e meados de setembro de 2025, relatórios mostraram novo fortalecimento, com várias semanas de entradas em produtos de Ether, elevando o total de ativos cripto sob gestão (AUM). Em resumo, os ETFs melhoraram o acesso, mas não eliminaram os ciclos de mercado.
Em alguns momentos de 2025, o Ether superou muitos criptoativos de grande capitalização, apoiado por uma demanda constante por ETFs e pela visível acumulação institucional e de tesourarias. Esse padrão sugere que, embora os ETFs não alterem os fundamentos centrais da rede, eles podem influenciar qual ativo lidera durante fases de rotação de capital.
Um aspecto de design ainda é relevante: os ETFs de ETH nos EUA foram lançados sem staking, o que limita seu potencial de rendimento em comparação com a posse direta de ETH nativo. A SEC está analisando ativamente propostas para permitir o staking, mas, até outubro de 2025, adiou decisões de vários emissores. Caso o staking seja permitido, mesmo que parcialmente, isso pode alterar a relação de custo-benefício entre deter ETFs e possuir o ativo diretamente.
Você sabia? As exchanges dos EUA publicam um valor patrimonial líquido indicativo (iNAV) aproximadamente a cada 15 segundos, permitindo que os traders vejam o preço de referência de um ETF ao longo do dia.
Solana hoje: uso, crescimento e riscos
No segundo trimestre de 2025, a Solana gerou mais de US$ 271 milhões em receita de rede, marcando seu terceiro trimestre consecutivo liderando todas as blockchains de camada 1 (L1) e camada 2 (L2). Em junho, os dados mostraram que a Solana igualou o número combinado de endereços ativos mensais de todas as outras L1s e L2s, um forte indicativo de alta intensidade de uso.
Em janeiro de 2025, a Solana processou US$ 59,2 bilhões em transferências de stablecoins ponto a ponto (P2P), uma recuperação acentuada em relação aos níveis baixos do final de 2024. A oferta de USDC na Solana está em aproximadamente US$ 9,35 bilhões, enquanto a oferta total de stablecoins na rede mais que dobrou no início de 2025, subindo de US$ 5,2 bilhões em janeiro para US$ 11,7 bilhões em fevereiro.
Mesmo assim, o Ethereum ainda movimentou a maior parte do valor transacionado por stablecoins no acumulado do ano, cerca de 60% até meados de 2025, mostrando que os ganhos da Solana são significativos, mas ainda não dominantes.
Custo e velocidade continuam sendo fatores centrais: taxas inferiores a um centavo, blocos a cada 400 milissegundos e alta capacidade de processamento transformaram a Solana em um polo de atividade de exchanges descentralizadas (DEX) e de contratos perpétuos, além de ser o epicentro do boom das memecoins em 2025. Esse volume reforça a liquidez, mas também concentra fluxos em segmentos especulativos.
Dois riscos estruturais merecem atenção:
Confiabilidade: uma paralisação de cinco horas em 6 de fevereiro de 2024 exigiu uma reinicialização coordenada e uma atualização de cliente (v1.17.20).
Regulação: queixas anteriores da SEC mencionaram a Solana como um valor mobiliário não registrado, uma caracterização contestada pela Solana Foundation. Os desdobramentos nesse campo continuam fortemente dependentes das decisões políticas.
Acesso e fluxos: A aprovação abriria o SOL para canais tradicionais de corretoras e contas de aposentadoria utilizadas por consultores de investimento registrados (RIAs). Isso reduziria a fricção operacional para alocadores e ampliaria a base de compradores além dos ambientes nativos de cripto.
Formação de mercado e hedge: Derivativos listados oferecem aos participantes autorizados (APs) e formadores de mercado ferramentas para fazer hedge de criações e resgates, além de executar operações de arbitragem ou de valor relativo. Esses mecanismos ajudam a manter os preços dos ETFs próximos ao seu valor patrimonial líquido (NAV) e sustentam a liquidez desde o primeiro dia.
Caminho regulatório: Os “padrões genéricos de listagem” da SEC ampliam o acesso além de BTC e ETH, desde que os patrocinadores cumpram as regras.
Sinais de demanda fora dos EUA: No Canadá, o 3iQ Solana Staking ETF (TSX: SOLQ), e na Europa, o 21Shares Solana Staking ETP (SIX: ASOL), já mostram que instrumentos de investimento regulamentados da Solana conseguem atrair interesse de investidores.
Você sabia? Na Europa, as criptomoedas não podem ser incluídas em ETFs do tipo UCITS (Fundos de Investimento Coletivo em Valores Mobiliários), por isso os emissores utilizam ETPs. É por isso que o termo “ETP” aparece nos tickers da SIX e da London Stock Exchange (LSE).
SOL realmente pode superar o ETH?
Cenário otimista (de seis a doze meses após a aprovação):
Um ETF spot de SOL lançado nos EUA, com forte criação líquida inicial, poderia superar o Ether em retorno total.
Dois fatores principais:
Acesso ampliado: RIAs e corretoras ganham exposição sob os novos padrões genéricos de listagem.
Melhoria na mecânica de mercado: Spreads mais ajustados e maior capacidade, à medida que os APs fazem hedge via futuros e opções de Solana listados na CME.
Cenário base:
Mesmo que o ETF de SOL tenha um início forte, os fluxos podem voltar a refletir o apetite geral por risco. O Ether mantém uma vantagem estrutural institucional, graças à sua trajetória mais longa, maior familiaridade entre alocadores e um ecossistema consolidado. As oscilações semanais nos fluxos de fundos de cripto mostram que o desempenho relativo tende a ser volátil, e não necessariamente favorável ao SOL.
Cenário pessimista:
Atrasos no cronograma ou dúvidas sobre elegibilidade dentro do arcabouço regulatório da SEC podem reduzir as expectativas. Além disso, a liquidez pode enfraquecer, e os APs podem operar com volumes menores, mesmo com derivativos disponíveis, limitando novas criações. Nesse cenário, a Solana ficaria atrás do Ether, que já se beneficia de uma distribuição mais madura.
Vale notar também que alguns reguladores expressaram preocupação com a redução da análise caso a caso sob os novos padrões genéricos de listagem, o que adiciona incerteza regulatória para ativos além do Bitcoin e do Ether.
O que observar
Se um ETF spot de SOL for aprovado nos EUA, a verdadeira história será o que acontecer depois.
Os principais sinais a acompanhar são simples: as criações e resgates mostram demanda consistente? O open interest e a atividade de opções da CME aumentam a liquidez? As métricas on-chain, como número de usuários ativos, receita com taxas, liquidação de stablecoins e crescimento de desenvolvedores, se mantêm além dos picos especulativos? Se esses indicadores avançarem juntos, as chances do SOL superar o ETH aumentam significativamente.
Um ETF da Solana removeria um grande gargalo de acesso e chegaria com uma infraestrutura de mercado mais robusta do que em ciclos anteriores. Ainda assim, o Ether já provou ser capaz de atrair bilhões por meio de ETFs, enquanto consolida sua posição como referência institucional.
O ETH continua sendo o ativo de referência, e seus fluxos embora cíclicos, demonstram sua força. Se a Solana realmente superar o Ether, isso dependerá menos do entusiasmo do mercado e mais de os fluxos dos ETFs se converterem em adoção on-chain sustentável.
Este artigo não contém aconselhamento ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento ou negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar suas próprias pesquisas antes de investir.
O Bitcoin se aproxima de um fechamento mensal positivo, que historicamente tem sido seguido por fortes ralis de dois dígitos no 4º trimestre. US$ 170.000 é possível até o fim de 2025?
Baleias e grandes traders estão migrando milhões da HYPE para a ASTER.
Analistas veem a ASTER absorvendo grande parte da avaliação de mercado da HYPE nas próximas semanas.
Aster (ASTER), o token de exchange descentralizada (DEX) ligado ao fundador da Binance, Changpeng “CZ“ Zhao, pode ultrapassar sua rival Hyperliquid (HYPE) em valor de mercado e subir 480%, mostram várias análises.
Preço da ASTER pode crescer 480%, diz analista
O analista de mercado Marcell afirma que a ASTER pode absorver grande parte do valor de mercado da HYPE, apontando para uma avaliação comparativa direta.
No seu pico no início deste ano, a capitalização da HYPE ultrapassou US$ 18 bilhões, quase 4,8 vezes maior que os atuais US$ 3,74 bilhões da ASTER.
Fonte: Marcell/X
Se a ASTER simplesmente alcançasse essa mesma avaliação, o preço do token subiria dos cerca de US$ 2 atuais para aproximadamente US$ 9,69 no futuro.
Marcell observa que essa projeção parece cada vez mais realista, já que a ASTER já superou a HYPE em volumes diários de negociação e receita, e o mercado pode em breve reprecificá-la em direção às antigas máximas da HYPE.
Principais protocolos classificados por receita. Fonte: Defi Llama
Outro analista popular, Danny, que havia previsto a ASTER em US$ 2, agora afirma que ela pode ultrapassar o valor de mercado da HYPE já na próxima semana, alcançando uma avaliação entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões, mais que o dobro dos níveis atuais.
Ele destaca uma campanha de airdrop em andamento até 5 de outubro e um pequeno desbloqueio de 4% dos tokens em 17 de outubro, ambos esperados para impulsionar a atividade de farming, volumes de negociação e o momentum de alta.
Baleias compram ASTER e vendem HYPE
A forte convicção em torno da ASTER aparece em meio à crescente divergência de tendência com a HYPE.
Desde sua estreia em 17 de setembro, o preço da ASTER disparou mais de 7.950%, alcançando a 36ª maior criptomoeda por valor de mercado, em US$ 3,74 bilhões na quarta-feira.
Gráfico diário de preços do ASTER/USD. Fonte: TradingView
Em contraste, o preço da HYPE caiu mais de 16% no mesmo período.
Gráfico diário de preços do HYPE/USDT. Fonte: TradingView
A diferença crescente tem sido reforçada pela atividade das baleias. Na segunda-feira, uma carteira de baleia vendeu cerca de US$ 17 milhões em HYPE e direcionou quase US$ 9 milhões para ASTER, sinalizando uma rotação estratégica para a plataforma de DEX apoiada pela Binance.
Outros grandes investidores também entraram pesado na ASTER, com uma carteira comprando até US$ 50 milhões em um único dia nesta semana e outra adicionando US$ 14 milhões.
Outra “baleia misteriosa” comprou mais de US$ 75 milhões em tokens ASTER nos últimos dois dias, segundo dados da Lookonchain.
O movimento é uma aposta clara de que a ASTER pode continuar subindo nos próximos dias, sinalizando forte confiança entre grandes traders, o que pode atrair investidores de varejo a seguirem o fluxo.
Este artigo não contém recomendações ou aconselhamento de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e o leitor deve realizar sua própria pesquisa antes de tomar uma decisão.
A primeira sessão de negociação nos EUA após o Federal Reserve realizar seu primeiro corte de juros de 2025 levou tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq Composite a novos recordes.
Gráfico BTC/USD vs. S&P 500 de um dia. Fonte: Cointelegraph/TradingView
Em reação, o portal de trading The Kobeissi Letter observou que a tendência de alta dos ativos de risco deve continuar no próximo ano.
“2025 agora marca o 3º ano desde 1996 em que cortes de juros ocorreram com o S&P 500 em máximas históricas. Os 2 anos anteriores? 2019 e 2024”, destacou em parte de sua análise mais recente no X.
“Quando o Fed corta juros dentro de 2% das máximas históricas, o S&P 500 sobe em média +14% em 12 meses.”
Gráfico XAU/USD de uma hora. Fonte: Cointelegraph/TradingView
O ouro, por sua vez, registrou mais volatilidade após alcançar suas próprias máximas históricas no dia anterior, com US$ 3.700 em foco.
Enquanto isso, os touros do Bitcoin tentavam consolidar US$ 117.000 como suporte, enfrentando o último bloco de resistência antes da descoberta de preço.
$BTC – #Bitcoin is looking really interesting right now.
It’s trying to reclaim the ~$117K level.
Once we gain this level the way to $120K is open in my opinion.
However: Last time we rejected this level and came all the way back to the light blue zone. pic.twitter.com/zHxQzst0V4
Caleb Franzen, criador do portal de pesquisa financeira Cubic Analytics, destacou que o BTC/USD repete um padrão de alta visto em maio.
Naquela ocasião, assim como agora, o preço rompeu acima de sua média de preço ponderada por volume (VWAP) ancorada em sua máxima histórica.
“É quase como se coisas boas tivessem acontecido desde que o Bitcoin rompeu acima de sua VWAP ancorada nas máximas históricas”, resumiu no X junto a um gráfico explicativo.
Gráfico BTC/USD de um dia com dados VWAP. Fonte: Caleb Franzen/X
Alerta sobre “exit pump” no preço do BTC
Um alerta veio da análise do livro de ordens das exchanges.
O portal Material Indicators esteve entre os que alertaram que a liquidez estava se acumulando em torno do preço, potencialmente abrindo espaço para movimentos voláteis.
“Embora eu sinta que o macro esteja solidamente de alta e o topo ainda não tenha chegado, no momento isso parece mais um exit pump de curto prazo do que acumulação. O tempo dirá”, dizia parte do comentário.
Mais cedo, o Cointelegraph havia reportado sobre o aumento da liquidez no livro de ordens, com US$ 116.500 e US$ 119.000 como níveis a serem observados.
Dados de liquidez do livro de ordens BTC/USDT com atividade de baleias. Fonte: Material Indicators/X
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Todo investimento e movimento de negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar suas próprias pesquisas ao tomar uma decisão.
O valor total bloqueado (TVL) da Solana subiu para uma máxima histórica acima de US$ 12 bilhões.
O volume diário de negociação de memecoins da Solana saltou 73% nas últimas 24 horas.
Um padrão de recuperação em “V” projeta o preço do SOL rumo a US$ 300.
O token nativo da Solana (SOL) disparou 70% entre 22 de junho e 29 de agosto, acompanhando o rali mais amplo das altcoins que levou o Ether a novas máximas históricas acima de US$ 4.950. No entanto, o preço do SOL não conseguiu romper acima de US$ 220, caindo para abaixo de US$ 200 em 1º de setembro.
Desde então, recuperou 12% dessas mínimas locais, com dados on-chain e técnicos sugerindo mais ganhos. Será que o SOL pode seguir o Ether (ETH) e alcançar novas máximas históricas acima de US$ 300 nas próximas semanas?
TVL da Solana atinge recorde de US$ 12 bilhões
O valor total bloqueado (TVL) na blockchain Solana aumentou mais de 57%, passando de US$ 7,8 bilhões em 23 de junho para US$ 12,27 bilhões na terça-feira.
Nos últimos 30 dias, o TVL da Solana cresceu quase 31%.
TVL da Solana. Fonte: DefiLlama
Segundo dados da DefiLlama, esse aumento foi liderado pelo Raydium, que registrou alta de 32% em um mês. Outras dApps importantes, como Jupiter DEX, Jito (staking líquido) e o protocolo Sanctum, registraram ganhos de 24%, 18% e 20%, respectivamente.
Embora o SOL seja a sexta maior criptomoeda por valor de mercado, a Solana lidera outras blockchains de camada 1 em TVL, embora ainda distante da líder Ethereum.
Blockchain classificada por TVL, em USD. Fonte: DefiLlama
No entanto, o TVL de 12,2 mil milhões de dólares da Solana supera o do ecossistema da camada 2 do Ethereum, que inclui Base, Arbitrum e Optimism. No geral, quando o TVL de uma plataforma DeFi aumenta, aumenta a liquidez, a popularidade e a usabilidade, o que pode ter um impacto positivo nos preços.
Valor de mercado das memecoins da Solana sobe 70%
A alta no TVL da Solana reflete um crescimento paralelo na capitalização de mercado das memecoins, que se recuperaram de forma generalizada.
A maioria das memecoins baseadas na Solana registrou ganhos de dois dígitos no período semanal, conforme mostrado na figura abaixo. A maior parte desses tokens subiu entre 15% e 30% em relação às mínimas locais.
Desempenho das memecoins baseadas na Solana. Fonte: CoinGecko
Como resultado, a capitalização de mercado coletiva das memecoins da Solana aumentou para US$ 12,4 bilhões na terça-feira, partindo de US$ 7,3 bilhões em 22 de junho, uma alta de 70% em menos de três meses.
Essa alta nos preços das memecoins da Solana foi acompanhada por um aumento da atividade em DEXs na blockchain de camada 1. O volume de DEXs na Solana atribuído às memecoins saltou mais de 73% nas últimas 24 horas, chegando a US$ 817,3 milhões na terça-feira, segundo dados da Blockworks Research.
O aumento da atividade de memecoins na Solana indica alta atividade na rede e maior uso, impactando positivamente a demanda e o preço do SOL.
Recuperação em “V” do SOL mira novas máximas históricas
A ação do preço do SOL vem desenhando um padrão em “V” no gráfico semanal desde janeiro, conforme mostrado abaixo.
Uma recuperação em “V” é um padrão de alta formado quando um ativo apresenta uma forte valorização após uma queda acentuada. Ele se completa quando o preço avança até a resistência no topo da formação em V, também conhecida como linha de pescoço.
O SOL parece estar em trajetória semelhante e agora é negociado abaixo de uma zona de oferta e demanda entre US$ 200 e US$ 240. Um rompimento dessa faixa aumentaria as chances do preço subir até a linha de pescoço em US$ 252 para completar o padrão em V.
Além disso, o próximo alvo seria a máxima histórica acima de US$ 295, representando uma alta de 36% em relação ao preço atual.
O índice de força relativa (RSI) subiu para 62 no momento da redação, contra 42 em meados de junho, sugerindo que o momentum de alta está ganhando força.
Há uma confiança crescente entre analistas de mercado na capacidade do SOL de alcançar novas máximas históricas. O analista Jussy afirmou que, uma vez rompida a resistência em US$ 220, o preço pode subir para US$ 270.
Ainda há “mais espaço para alta até o primeiro alvo de US$ 250” para o SOL, disse o também analista Kepin em uma publicação no X na terça-feira, acrescentando:
“O próximo preço-alvo será de US$ 290 a US$ 300, e o alvo final de alta é US$ 350.”
Conforme noticiado pelo Cointelegraph, as análises técnicas sugerem que o preço do SOL pode atingir US$ 1.000 neste ciclo, impulsionado pela aprovação de ETFs de Solana spot nos Estados Unidos e pela adoção institucional por meio das tesourarias em SOL.
Este artigo não contém aconselhamento ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento ou negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar sua própria pesquisa ao tomar uma decisão.
A carteira cripto autocustodial Chainless completa um ano com um ritmo de crescimento acelerado e novas atualizações que visam simplificar a experiência em finanças descentralizadas (DeFi) para os usuários.
Em entrevista ao Cointelegraph Brasil, Kevin Voigt, CEO da Notus Labs, empresa responsável pela Chainless, revelou em primeira mão algumas métricas sobre o alcance do aplicativo no Brasil:
“Neste ano, nossa base de usuários cresceu 300%, e hoje são quase 13.000 pessoas utilizando a Chainless. Além disso, em agosto, processamos mais de R$ 11 milhões em transações, um aumento de 800% em relação ao volume negociado em janeiro.”
Kevin reforça o objetivo de transformar a Chainless em uma “superwallet” autocustodial que unifica a experiência de um banco digital com as potencialidades do mercado DeFi.
Usando o padrão ERC-4337, de abstração de contas, o aplicativo simplifica a experiência on-chain dos usuários oferecendo funcionalidades como gerenciamento de chaves privadas, criação de carteiras autocustodiais, integração com protocolos DeFi e transações sem taxas de gás, a partir de contas associadas ao e-mail do usuário.
Além disso, a Chainless oferece rampas de saques e depósitos via Pix e integração com sete redes blockchain compatíveis com a Ethereum Virtual Machine (EVM).
Integração com Uniswap diversifica opções de renda passiva no app
Uma nova atualização, a ser implementada em 10 de setembro, visa eliminar a complexidade do processo de criação de pools de liquidez na exchange descentralizada Uniswap (UNI), permitindo que os usuários do aplicativo tenham acesso facilitado a uma das estratégias de renda passiva mais rentáveis de DeFi.
A Chainless será pioneira em promover essa integração por meio de um aplicativo mobile, destaca Arthur Brotto, gerente de produto da Chainless:
“Até agora, para adicionar liquidez em um protocolo como a Uniswap, o usuário precisava interagir com múltiplas plataformas para fazer rampa, adquirir tokens de gás, realizar diversas swaps para balancear os ativos e gerenciar manualmente suas posições. A Chainless elimina essa fricção, transformando a jornada em um fluxo intuitivo de poucos toques.”
Um pool de liquidez, no contexto de DeFi, agrega um par de tokens bloqueados em um contrato inteligente. Esses fundos são utilizados para viabilizar a negociação de ativos em exchanges descentralizadas (DEXs) que operam sob o modelo de Formadores Automatizados de Mercado (AMM). Em vez de um livro de ofertas de exchanges centralizadas, que conecta compradores e vendedores, os usuários negociam diretamente contra a liquidez disponível no pool.
Investidores podem gerar renda passiva adicionando liquidez a esses pools. Cada vez que um trader utiliza um determinado pool para trocar um ativo por outro, uma taxa de transação é recolhida sobre o valor da operação. Essas taxas são distribuídas proporcionalmente entre todos os provedores de liquidez do pool.
Embora rentável, a estratégia demanda um nível elevado de conhecimento técnico para ser executada e gerenciada. Na nova versão da Chainless, esse processo será simplificado, eliminando a necessidade de fazer cálculos e transações prévias, transformando um fluxo que exigia múltiplas telas em uma única operação contínua e integrada. Em apenas quatro etapas será possível montar uma posição.
“Nosso objetivo sempre foi dar ao usuário o controle total sobre suas finanças, combinando o melhor das finanças tradicionais com a liberdade de DeFi,” afirma Kevin. Trazer as pools de liquidez da Uniswap V3 para a Chainless é um passo fundamental nessa direção.”
Em primeiro lugar, o usuário escolhe um par de ativos e uma taxa de um catálogo curado de pools pré-selecionados. Em seguida, ele define de forma simples o intervalo de preço no qual deseja prover liquidez.
Telas de catálogo de pools de liquidez e configuração de posição. Fonte: Chainless (divulgação)
O grande diferencial é a capacidade de realizar a entrada com um único ativo, como as stablecoins USDC ou BRZ; o aplicativo executa automaticamente os swaps e o balanceamento necessários nos bastidores.
Uma vez criada, a posição de liquidez é integrada ao portfólio do usuário, onde é possível monitorar a performance, verificar sua atividade dentro do intervalo, recolher os rendimentos acumulados e desmontar a posição de maneira total ou parcial.
Telas de configuração do intervalo de preço, portfólio e gestão do portfólio. Fonte: Chainless (Divulgação)
“Com essa atualização, estamos pegando uma das ferramentas de geração de renda mais eficazes do ecossistema cripto e a colocando na palma da mão do usuário, sem a complexidade técnica que sempre afastou as pessoas,” conclui o CEO da Notus Labs.
Mirando o futuro, o roadmap da Chainless prevê a incorporação de funcionalidades de bancos digitais, como transferências via Pix para terceiros e cartões de crédito, reforçando o objetivo de unificar o sistema financeiro tradicional e o descentralizado em uma única plataforma.
As taxas de transação diárias na rede Bitcoin caíram mais de 80% desde abril, de acordo com um relatório da Galaxy Digital. Em agosto de 2025, quase 15% dos blocos eram “grátis”, ou seja, estavam sendo minerados com taxas de transação mínimas ou inexistentes, apenas um satoshi por byte virtual ou menos.
Taxas de transação mais baixas no Bitcoin (BTC) beneficiam os usuários, mas reduzem a receita dos mineradores, levantando preocupações sobre a sustentabilidade do modelo de segurança de longo prazo da rede.
A estrutura de incentivos do Bitcoin depende da remuneração dos mineradores por seu trabalho por meio de recompensas por bloco e taxas de transação. Mas com o halving de abril de 2024, que reduziu as recompensas para 3,125 BTC por bloco, os mineradores estão se apoiando fortemente no mercado de taxas, e ele está secando.
“À medida que as recompensas por bloco diminuem, as taxas de transação ganham mais peso”, disse Pierre Samaties, diretor de negócios da Fundação Dfinity, ao Cointelegraph. “Se o uso não aumentar, essa base diminui e as garantias enfraquecem. Uma taxa de transferência sustentada é essencial para a defesa do sistema.”
Taxas médias de transação de Bitcoin. Fonte: Galaxy Digital
A atividade on-chain do Bitcoin desacelerou significativamente desde o declínio de tendências não monetárias como Ordinals e Runes. O relatório da Galaxy observa que as transações OP_RETURN, muito utilizadas durante o boom dos Ordinals em 2024, agora representam apenas 20% do volume diário, abaixo dos mais de 60% registrados em seu pico.
Enquanto isso, plataformas alternativas de camada 1, como a Solana, estão ganhando força para casos de uso de alta frequência, como memecoins e NFTs. Além disso, a ascensão dos ETFs de Bitcoin à vista, que agora detêm mais de 1,3 milhão de BTC, impulsionou um maior volume de BTC para fora da cadeia, limitando a movimentação que, de outra forma, geraria taxas.
O mercado de taxas do Bitcoin é elástico por natureza, o que significa que as taxas aumentam quando a demanda aumenta e diminuem quando a atividade desacelera. No entanto, se a demanda continuar a diminuir, os mineradores podem ficar com muito pouco incentivo para proteger a rede. A Galaxy observou que quase 50% dos blocos recentes não foram preenchidos e a atividade do mempool permanece lenta.
Blocos livres em ascensão na rede Bitcoin. Fonte: Galaxy Digital
Nesse contexto, uma nova esperança está surgindo na forma da BTCfi, DeFi nativa do Bitcoin . Ao contrário da DeFi no Ethereum ou Solana, que usam contratos inteligentes nessas cadeias , a BTCfi usa o Bitcoin como ativo base enquanto desenvolve aplicações financeiras como empréstimos, negociação e geração de rendimentos em camadas ou protocolos que interagem diretamente com a rede Bitcoin.
“Toda ação da BTCfi requer movimentação de Bitcoin”, explicou Samaties. “A movimentação impulsiona a computação, a computação consome espaço em bloco e o espaço carrega custos.” Em outras palavras, se a BTCfi cresce, a atividade on-chain e a receita com taxas também crescem.
Samaties observou que o Bitcoin há muito é visto como “ouro digital”, uma reserva de valor, mais do que um ativo utilizável. No entanto, ele o vê evoluindo para algo mais fundamental: um primitivo financeiro.
“Um primitivo financeiro é um bloco de construção que os desenvolvedores podem usar para projetar fluxos, ferramentas e lógica”, disse ele. “Nesse papel, o Bitcoin se torna mais do que um ativo a ser mantido, ele se torna um componente programável dentro de sistemas financeiros mais amplos.”
Julian Mezger, diretor de marketing da Liquidium, também afirmou que as melhorias na infraestrutura estão preparando o cenário para a mudança. “Os últimos cinco anos transformaram a infraestrutura do Bitcoin de uma simples camada de liquidação em um ecossistema multicamadas”, disse ele. “Estamos agora vendo as bases para uma verdadeira DeFi nativa do Bitcoin sendo estabelecidas.”
A alta liquidou cerca de US$ 40 milhões em posições vendidas de cripto em quatro horas, segundo dados da CoinGlass, com resistências do BTC acumuladas logo acima.
Mapa de calor da liquidação do BTC (captura de tela). Fonte: CoinGlass
Ao mesmo tempo, uma baleia “OG” de Bitcoin começou a distribuir mais de seu suprimento, enviando 250 BTC (US$ 28,2 milhões) para a exchange Binance. A transação foi observada pela conta de análises Lookonchain no X e seguiu uma venda de 750 BTC realizada no dia anterior.
O comportamento de distribuição de baleias, muitas vezes envolvendo moedas que ficaram inativas por uma década ou mais, já provocou quedas repentinas no preço do BTC.
Comentando a tendência recente de vendas entre baleias, o veterano analista de mercado Peter Brandt argumentou que isso refletia topos clássicos de mercado.
“Isso representou OFERTA. Os topos nos mercados são criados pela OFERTA ou DISTRIBUIÇÃO”, escreveu ele em parte de uma publicação no X na quarta-feira.
Como reportou o Cointelegraph, nem todas as classes de investidores de Bitcoin repensaram sua exposição ao mercado.
Conforme observado por Andre Dragosch, chefe de pesquisa da gestora de criptoativos Bitwise na Europa, tanto o varejo quanto as instituições estão em seus níveis mais altos de acumulação desde abril, no rescaldo da queda para mínimas locais abaixo de US$ 75.000.
“Esse nível tão alto de acumulação tende a preceder grandes rompimentos para cima”, concluiu Dragosch, com base em dados da Bitwise.
Preço do BTC x dados de acumulação. Fonte: Andre Dragosch/X
Trader: risco de “topo duplo” do Bitcoin permanece
Brandt manteve uma visão equilibrada, dizendo que o par BTC/USD precisa recuperar os US$ 117.500 para invalidar sinais de reversão de baixa.
O não cumprimento dessa condição, segundo ele, deixaria as recentes máximas históricas como uma formação de “topo duplo”, descartando sete semanas de ação de preço.
Gráfico diário BTC/USD. Fonte: Peter Brandt/X
Um sinal de alerta do Índice de Prêmio da Coinbase antes da abertura de Wall Street mostrou que os touros do Bitcoin ainda não estavam totalmente seguros.
O prêmio ficou negativo na quarta-feira, segundo dados da plataforma de análises on-chain CryptoQuant, apontando para um enfraquecimento da demanda nos Estados Unidos após um início de semana forte.
Índice de Prêmio da Coinbase para Bitcoin. Fonte: CryptoQuant
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Todo investimento e movimentação de negociação envolve risco, e os leitores devem conduzir sua própria pesquisa ao tomar uma decisão.
O ChatGPT ajuda a simplificar projetos complexos de cripto ao resumir white papers, explicar casos de uso e detalhar o tokenomics.
Pesquisar a equipe, parcerias e riscos de segurança é crucial antes de investir em qualquer token de criptomoeda.
Comparar projetos com concorrentes destaca pontos fortes e fracos para uma melhor tomada de decisão.
O ChatGPT pode sugerir perguntas relevantes de pesquisa, atuando como um guia tanto para iniciantes quanto para investidores experientes.
Investir em criptomoedas pode ser empolgante e, ao mesmo tempo, avassalador, especialmente com os milhares de tokens e moedas disponíveis hoje. Do Bitcoin (BTC) e Ether (ETH) até altcoins menos conhecidas e memecoins, o mercado está repleto de oportunidades e riscos. Antes de investir seu dinheiro, uma pesquisa adequada é essencial.
É aí que o ChatGPT pode ajudar.
Este artigo mostra como usar o ChatGPT para pesquisar projetos de criptomoedas (utilizando diferentes exemplos), avaliar sua credibilidade e tomar decisões de investimento mais inteligentes e baseadas em dados. Seja você um iniciante ou um trader experiente em busca de otimizar seu fluxo de trabalho, o ChatGPT pode ser um poderoso assistente de pesquisa.
Por que a pesquisa é importante ao investir em cripto
Ao contrário das ações tradicionais, respaldadas por relatórios de resultados e registros regulatórios, os criptoativos muitas vezes não possuem dados financeiros padronizados. Em vez disso, é necessário analisar white papers, repositórios no GitHub, sentimento da comunidade e muito mais. Não realizar uma pesquisa adequada pode levar ao investimento em projetos supervalorizados ou até fraudulentos.
Os golpes em cripto podem assumir muitas formas. Aqui estão alguns exemplos comuns que mostram por que a pesquisa é fundamental:
Rug pulls: desenvolvedores criam um token, promovem intensamente para atrair investidores e, de repente, retiram todos os fundos, deixando os investidores com tokens sem valor. Um caso notório foi o token “Squid Game”, em 2021, que disparou de preço antes dos criadores desaparecerem com milhões.
Esquemas de pump-and-dump: grupos inflacionam artificialmente o preço de uma moeda espalhando hype falso e, em seguida, vendem suas participações com lucro, derrubando o preço e deixando outros no prejuízo.
Projetos falsos ou white papers plagiados: alguns tokens apresentam white papers copiados de projetos legítimos ou recheados de jargão técnico vago para esconder a falta de produto ou equipe reais.
Portanto, antes de investir em qualquer moeda, é essencial verificar pontos fundamentais:
O que o projeto faz
Quem está por trás dele
Qual problema resolve
Se possui um produto em funcionamento
Como se diferencia dos concorrentes
O ChatGPT pode ajudar a responder a todas essas perguntas, de forma mais rápida e clara.
Você sabia? Golpistas já se passaram pela Coinbase em ataques de phishing, enviando e-mails ou mensagens falsas que se parecem com alertas oficiais da empresa. Essas mensagens geralmente pedem que os usuários cliquem em links maliciosos para “verificar” suas contas ou “resolver problemas de segurança”, induzindo-os a revelar credenciais de login ou transferir fundos. Sempre verifique o endereço de e-mail do remetente e acesse a Coinbase apenas pelo site oficial ou aplicativo para evitar cair nesses golpes.
Passo a passo: usando o ChatGPT para pesquisar projetos de cripto
Aqui está como usar o ChatGPT de forma eficaz ao pesquisar moedas antes de investir:
1. Comece com um resumo do projeto
Use o ChatGPT para gerar uma visão geral de alto nível de qualquer moeda. Isso ajuda a entender rapidamente o propósito e os objetivos do projeto.
Exemplo de prompt:
“Explique de forma simples o que o Bitcoin Hyper (HYPER) faz.”
Como observado, o ChatGPT pode destrinchar uma linguagem técnica complexa e ajudá-lo a compreender a ideia central, mesmo que você não seja um desenvolvedor de blockchain.
2. Obtenha um resumo do white paper
Os white papers são documentos fundamentais que descrevem a tecnologia e o roadmap de um projeto cripto. Eles podem ser densos e altamente técnicos.
O ChatGPT pode analisar ou resumir white papers (se você colar o conteúdo) e fornecer uma versão legível do que realmente importa, economizando tempo sem perder clareza.
Exemplo de prompt:
“Resuma os principais pontos do white paper da Stellar.”
3. Verifique o caso de uso e a adequação ao mercado
Muitas moedas prometem inovação, mas será que resolvem um problema do mundo real? Para descobrir, você pode pedir ao ChatGPT que ajude a avaliar a utilidade de uma moeda.
Exemplo de prompt:
“Que problema a Chainlink resolve e quem a utiliza?”
Isso fornece contexto sobre como o projeto se encaixa no ecossistema mais amplo.
4. Avalie a equipe e os parceiros
Uma equipe fundadora de credibilidade e parcerias sólidas geralmente indicam legitimidade e potencial de execução.
Tokenomics refere-se a como o fornecimento, os incentivos e a distribuição de uma moeda são estruturados. Tokenomics mal planejado muitas vezes leva à inflação, rug pulls ou quedas de preço.
Exemplo de prompt:
“Explique o tokenomics da moeda Hedera (HBAR). Qual é o fornecimento total e como ele é distribuído?”
6. Verifique conformidade e preocupações de segurança
Questões de segurança e regulamentação podem atrapalhar até mesmo os projetos cripto mais promissores. Você pode pedir ao ChatGPT para apontar fatores de risco.
Exemplo de prompt:
“A Tether USDt (USDT) já enfrentou problemas regulatórios?”
7. Compare com concorrentes
Entender como uma moeda se compara a outras em sua categoria (DeFi, layer 1, NFTs, oráculos etc.) ajuda a identificar forças ou fraquezas.
Exemplo de prompt:
“Compare as blockchains Sui e Sei em termos de escalabilidade e interoperabilidade.”
Você pode até pedir prós e contras em formato de tabela para facilitar a análise.
Você sabia? O ChatGPT foi treinado em um grande conjunto de dados de textos diversos — livros, sites e artigos — o que lhe permite gerar respostas embasadas em muitos assuntos.
Dica bônus: Pergunte ao ChatGPT o que você deveria estar perguntando
Se você é iniciante em cripto, talvez não saiba exatamente quais perguntas fazer. Experimente assim:
Exemplo de prompt:
“Estou pensando em investir em um novo token de criptomoeda. Quais pontos-chave devo pesquisar ou observar?”
O ChatGPT pode fornecer um checklist cobrindo fundamentos, aspectos técnicos, sentimento e segurança, perfeito para construir sua própria estrutura de pesquisa.
Você sabia? A arquitetura do ChatGPT é baseada no modelo transformer, que utiliza mecanismos de autoatenção para entender o contexto em um texto, permitindo gerar respostas coerentes e contextualizadas.
Não oferece dados em tempo real, a menos que esteja integrado a ferramentas como navegação na web ou APIs.
Não fornece aconselhamento de investimento nem previsões garantidas.
Pode gerar informações desatualizadas ou incorretas (sempre verifique os fatos).
Seja você alguém investindo uma quantia pequena, como US$ 10, ou um valor significativo, como US$ 10.000, realizar uma pesquisa minuciosa e cuidadosa continua sendo sua melhor defesa contra riscos. Felizmente, ferramentas de IA como o ChatGPT agora tornam mais fácil do que nunca reunir insights, organizar informações e fazer as perguntas certas.
É fundamental usar o ChatGPT como complemento ao seu processo de pesquisa, e não como substituto para seu pensamento crítico e a devida diligência.
Este artigo não contém aconselhamento ou recomendações de investimento. Toda decisão de investimento e negociação envolve riscos, e os leitores devem realizar suas próprias pesquisas ao tomar uma decisão.
Os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Ether à vista (spot) fecharam a semana com saídas após uma sequência de quase duas semanas de entradas significativas.
Na sexta-feira, os ETFs spot de Ether (ETH) dos Estados Unidos registraram saídas de US$ 59,3 milhões, encerrando uma sequência de entradas de oito dias que adicionou aproximadamente US$ 3,7 bilhões aos produtos, de acordo com dados da Farside.
ETFs de Ether são um sinal importante para analistas
Isso ocorre porque o Ether caiu apenas 1,94% de recuperar sua máxima histórica de 2021 de US$ 4.878 na quinta-feira, antes de cair para US$ 4.448 no momento da publicação, de acordo com o CoinMarketCap.
O fim da sequência de oito dias de entrada de capital é um indicador importante para os traders de Ether, que provavelmente ficarão de olho nos fluxos de ETFs nas próximas semanas como um fator — juntamente com quaisquer desenvolvimentos nas compras de tesouraria de Ether — sobre se o Ether pode recuperar suas máximas históricas de 2021 novamente.
ETFs Spot Ether registraram US$ 12,68 bilhões em fluxos líquidos totais desde seu lançamento em julho de 2024. Fonte: Farside
Alguns analistas dizem que entradas sustentadas de ETFs são cruciais para que o Ether recupere suas máximas históricas.
O analista da Nansen, Jake Kennis, disse recentemente: “O rali se manterá enquanto os fluxos e a narrativa permanecerem fortes”.
O trader de criptomoedas Langerius sugeriu um preço de Ether de US$ 10.000 se os fluxos semanais consistentes continuarem.
Enquanto isso, o trader de criptomoedas Merlijin The Trader afirmou na quinta-feira: “Os fluxos de entrada de ETFs dispararam. É assim que o FOMO institucional se parece.”
O Ether subiu 29,63% nos últimos 30 dias. Fonte: CoinMarketCap
No entanto, a plataforma de sentimento Santiment disse que os traders de criptomoedas não estão mostrando “tanto otimismo” para o Ether nas redes sociais quanto para o Bitcoin, o que historicamente pode sinalizar que o Ether pode superar ligeiramente o Bitcoin no curto prazo.
O Cointelegraph relatou recentemente que um aumento em ETH não-staked na fila pode significar que uma grande realização de lucros pode estar a caminho.
O ecossistema de staking de Ethereum atingiu novos máximos esta semana, com 877.106 Ether, no valor de US$ 3,88 bilhões, atualmente na fila para retirada.
O analista DeFi Ignas disse que o recente acúmulo e a força de compra de empresas de tesouraria de Ether e ETFs de Ether à vista estão absorvendo grande parte da pressão de venda.
O Ethereum está rompendo diversas formações de alta no gráfico de preços.
Analistas preveem que o ETH suba para US$ 6.000 em breve, com possibilidade de atingir US$ 20.000 em até um ano.
O token nativo do Ethereum, o Ether (ETH), disparou cerca de 24% nesta semana, ultrapassando US$ 4.330, seu maior preço desde dezembro de 2021. Muitos analistas agora esperam uma quebra acima do recorde de US$ 4.950 em seguida.
Rompimento do padrão Wyckoff aponta para US$ 6.000
Par ETH/USD no gráfico semanal. Fonte: TradingView/Lord Hawkins
O par ETH/USD vinha sendo negociado dentro de uma grande faixa de acumulação por meses, absorvendo gradualmente a pressão de venda. De acordo com a teoria de Wyckoff, essa fase geralmente termina com um rompimento decisivo quando os compradores assumem o controle.
Esse rompimento parece estar em andamento, com o ETH superando a zona de resistência de US$ 4.200, etapa conhecida como “Sinal de Força” (SOS).
Padrão de Acumulação de Wyckoff ilustrado
No modelo de Wyckoff, isso normalmente é seguido por um breve recuo, ou “Último Ponto de Suporte” (LPS), para confirmar a nova tendência de alta.
Se o LPS se mantiver, o preço entra na fase de valorização (markup), em que os ganhos aceleram à medida que a demanda supera a oferta. Medir a altura da faixa de acumulação aponta para um alvo técnico próximo de US$ 6.000.
Formação de triângulo indica alvo de US$ 8.000 para o Ether
No domingo, o ETH estava rompendo acima da linha de tendência superior de seu triângulo simétrico de vários anos, localizado na zona de US$ 4.000–US$ 4.200, segundo os analistas Crypto Rover e Titan of Crypto.
Gráfico mensal ETH/USDT. Fonte: Cas Abbé/TradingView
O rompimento sugere um possível movimento projetado equivalente à altura máxima do triângulo, apontando para a região de US$ 8.000 nos próximos meses — alta de mais de 90% em relação aos níveis atuais.
Historicamente, rompimentos de longo prazo nos gráficos de prazos maiores do ETH precederam fortes ralis de vários meses, especialmente quando confirmados por aumento de volume e sentimento macro favorável.
Gráfico mensal ETH/USD. Fonte: TradingView
Em abril de 2020, o ETH rompeu um triângulo simétrico, disparando mais de 950% até atingir seu alvo projetado e subindo ainda mais conforme o sentimento positivo se intensificou.
Fractal do preço do ETH aponta para US$ 20.000
O Ethereum pode estar a caminho de uma corrida para US$ 20.000 dentro de 6 a 8 meses, se padrões históricos de preço se repetirem.
O analista Nilesh Verma destaca o padrão recorrente em que o ETH sobe fortemente após retestar um importante suporte de fundo.
Em janeiro de 2017 e abril de 2020, esses retestes antecederam tendências parabólicas, com ganhos superiores a 8.000% e 950%, respectivamente. Ambos os movimentos duraram cerca de 12 meses antes de atingirem o topo.
O ETH repetiu o mesmo padrão de “reteste de fundo” em abril de 2025, reagindo fortemente da zona de US$ 1.750–US$ 1.850. Um rali sustentado pode se estender até abril de 2026, com o movimento projetado do fractal apontando para “US$ 10.000 no mínimo” e US$ 20.000 no cenário mais otimista.
O analista popular Merlijn The Trader também prevê que o Ethereum atinja US$ 20.000, citando o canal ascendente multianual da criptomoeda.
Este artigo não contém conselhos ou recomendações de investimento. Toda operação de investimento ou negociação envolve riscos, e o leitor deve realizar sua própria pesquisa ao tomar uma decisão.
O ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi) do Bitcoin está passando por um renovado interesse de capital de risco (VC), sinalizando uma demanda crescente pela primeira criptomoeda do mundo à medida que ela ganha utilidade como um ativo gerador de rendimento.
O DeFi do Bitcoin, ou BTCFi, é um paradigma tecnológico que busca trazer as capacidades das finanças descentralizadas para a camada base do Bitcoin.
De acordo com um novo relatório do provedor de infraestrutura para DeFi no Bitcoin Maestro, compartilhado com o Cointelegraph, o ecossistema BTCFi recebeu US$ 175 milhões em financiamento de capital de risco em 32 rodadas no primeiro semestre de 2025, com um volume cada vez maior de capital direcionado para aplicativos de consumo e produtos impulsionados pela demanda.
“O capital está migrando para produtos voltados para usabilidade e demanda, enquanto as apostas em infraestrutura amadurecem em segundo plano”, diz o relatório, acrescentando que 20 das 32 rodadas de investimento foram direcionadas ao DeFi, à custódia ou a aplicativos de consumo.
Investimentos em DeFi do Bitcoin no 1º semestre de 2025. Fonte: Maestro
Mais financiamento de capital de risco pode levar a uma maior utilidade e a mais capacidades de geração de rendimento para o Bitcoin (BTC), impulsionando a demanda dos investidores pela primeira criptomoeda do mundo.
Ainda assim, os dados da Maestro mostram que, enquanto o financiamento do primeiro trimestre atingiu US$ 130 milhões, a atividade desacelerou no segundo trimestre, com apenas US$ 44 milhões captados em 12 rodadas, uma queda de 66%.
Fonte: Maestro
DeFi e TradFi estão convergindo no ecossistema BTCFi
O BTCFi e os mercados de capitais denominados em Bitcoin podem se tornar o ponto de convergência entre TradFi e DeFi, segundo Marvin Bertin, cofundador e CEO da Maestro.
“Pela primeira vez desde 2009, as peças fundamentais para aplicativos financeiros on‑chain no Bitcoin estão no lugar, abrangendo exchanges, empréstimos e stablecoins”, disse Bertin ao Cointelegraph, acrescentando:
“O Bitcoin está evoluindo de um ativo de reserva estático para uma rede financeira dinâmica e produtiva.”
Outros observadores da indústria também notaram uma aceleração na relação crescente entre DeFi e TradFi. A infraestrutura aprimorada e a colaboração crescente entre os dois setores farão com que as barreiras artificiais entre eles desapareçam mais rapidamente do que muitos esperavam, afirmou Nelli Zaltsman, chefe de inovação em pagamentos com blockchain da Kinexys, do JPMorgan.
O BTCFi teve um aumento de valor superior a 22 vezes durante 2024, com o valor total bloqueado (TVL) crescendo mais de 2.000%, impulsionado pelo desenvolvimento da infraestrutura e pela valorização do Bitcoin, conforme informou o Cointelegraph em 17 de janeiro.
Gráfico do TVL do Bitcoin em 2024. Fonte: DefiLlama
O Babylon foi visto como uma oportunidade significativa para o DeFi baseado no Bitcoin, graças à introdução do staking nativo em Bitcoin pela primeira vez na história das criptomoedas.
O interesse em desenvolver capacidades de DeFi na rede do Bitcoin vem crescendo desde o halving do Bitcoin em 2024, que introduziu o protocolo Runes, o primeiro padrão de token fungível na blockchain do Bitcoin.
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