Review do Oppo Find X9 Pro: meu Android favorito


O Find X9 Pro é a aposta da marca chinesa Oppo para o segmento ultra-premium no Brasil. O smartphone é o primeiro flagship da empresa lançado oficialmente por aqui, e chega por R$ 11.999 para disputar mercado com Apple, Samsung e Xiaomi.

O grande chamariz é o conjunto de câmeras com recursos profissionais e assinatura Hassenblad, que superou o S26 Ultra e o Xiaomi 17 Ultra no ranking do DXOMark.

Mas pude notar que o Find X9 Pro é bem mais que um cameraphone, se destacando no desempenho, bateria, design e otimização da interface.

Eu usei o Oppo Find X9 Pro como meu celular principal por 10 dias, e conto todos os prós e contras do aparelho neste review completo, a seguir.


Prós

  • Câmeras para profissionais
  • 512 GB (UFS 4.1) + 16 GB de RAM
  • Otimização do ColorOS 16
  • Bateria para 2 dias longe das tomadas
  • Carregamento de 80 W
Contras

  • Áudio pouco encorpado
  • 5 anos de atualizações de versão do Android (abaixo dos concorrentes)
  • Preço muito alto

Assista ao Review do Oppo Find X9 Pro no YouTube

Aviso de Ética

O Tecnoblog é um veículo jornalístico independente que ajuda as pessoas a tomarem sua próxima decisão de compra desde 2005. Nossas análises não têm intenção publicitária, por isso ressaltam os pontos positivos e negativos de cada produto. Nenhuma empresa pagou, revisou ou teve acesso antecipado a este conteúdo.
O Find X9 Pro foi cedido por empréstimo pela Oppo e será devolvido após os testes. Para mais informações, acesse a nossa Política Editorial.

O que vem na caixa do Oppo Find X9 Pro?

A Oppo entrega uma experiência bastante completa para quem compra o Find X9 Pro. Ao abrir a caixa, além do aparelho, você encontra o guia rápido do telefone, uma capinha de silicone e a chave extratora da bandeja de chip.

Mas o destaque mesmo vai para o carregador de 80 W com cabo USB-A/USB-C, que também acompanha o produto.

Design elegante e funcional

O Oppo Find X9 Pro é um smartphone que passa sensação premium já na primeira olhada. A unidade que eu testei é na cor titânio grafite, um tom sóbrio entre o marrom e o cinza, mas ele também está disponível na cor branca.

A traseira do smartphone é revestida por vidro, e conta com proteção contra marcas de dedos. O material tem toque aveludado e possibilita uma pegada firme, nada escorregadia, o que é bom para quem não curte usar capinha, como eu.

A marca Oppo também aparece na parte de trás do celular, em um leve relevo, bem como o “H” de Hasselblad que fica junto às câmeras.

E por falar no módulo de câmeras, apesar de saltado, ele não prejudica a estabilidade do aparelho quando apoiado sobre uma superfície plana, como uma mesa. Esse foi um ponto negativo do S26 Ultra, por exemplo, e não se repete aqui.

Nas laterais, há uma moldura em alumínio. Na direita ficam os botões físicos de Liga/Desliga, volume e um botão deslizante dedicado à câmera, que a ativa com dois toques rápidos, funciona como controle de zoom e permite disparar o obturador.

Já na esquerda, temos a Snap Key, que pode ser mapeada para acionar diversas funções, algo semelhante ao Botão de Ação dos iPhones. Você pode usar essa tecla para alterar o modo de toque para silencioso ou vibração, para ativar ou desativar o Não Perturbe, ligar ou desligar a lanterna e por aí vai.

O Find X9 Pro tem certificação IP68/IP69 contra água e poeira, que em condições de laboratório permite submersão em água doce até 1,5 m por 30 minutos e também protege o celular contra jatos de água de alta pressão.

Na parte frontal, o smartphone conta com proteção Gorilla Glass Victus 2, resistente a quedas e riscos. Nesse quesito, vale ressaltar que a Corning trabalha com proteções mais avançadas para a Samsung (Gorilla Armor) e Apple (Ceramic Shield).

Tela entrega alto brilho, cores vivas e imersão

A tela LTPO AMOLED do Oppo Find X9 Pro me agradou bastante pelo tamanho, cores e brilho. O display de 6,78 polegadas tem bordas extremamente finas, de apenas 1,15 mm, que contribuem para a sensação de imersão no conteúdo e para a ergonomia ao utilizar o aparelho com só uma mão.

A taxa de atualização é de 120 Hz, que proporciona sensação de fluidez gráfica, algo que é acentuado pela otimização de animações do sistema ColorOS.

Além disso, o painel tem suporte a Dolby Vision e HDR10+, garantindo maior alcance de brilho, contraste refinado e cores mais fiéis em conteúdos compatíveis.

E por falar em cores, esse é um painel de 10 bits — isto é, 1.07 bilhão de cores — em comparação, o S26 Ultra traz uma tela 8-bit.

O smartphone tem brilho típico de 800 nits, e chega a 1800 nits no modo de alto brilho (HBM), garantindo boa visibilidade mesmo quando você usa o celular sob o sol forte, o que eu pude comprovar durante os testes. Já o brilho máximo em pico é de 3.600 nits, para conteúdos HDR, por exemplo, melhorando o contraste e destacando áreas iluminadas da imagem.

Além disso, a Oppo utiliza um display com PWM de 2160 Hz, o que ajuda a reduzir a cintilação e pode proporcionar mais conforto visual, especialmente em ambientes com brilho baixo.

E não podemos esquecer do sensor de digitais que fica abaixo do display. Ele é bastante rápido no desbloqueio, entregando boa sensibilidade até mesmo quando as mãos estão molhadas.

Áudio peca em médios e graves

O áudio foi um dos poucos pontos baixos da minha experiência com o Oppo Find X9 Pro. Durante os testes, pude comparar o smartphone ao Galaxy S26 Ultra, e a diferença é significativa, com pontos para a Samsung.

Com dois alto-falantes estéreo, um na parte superior e outro na parte inferior do aparelho, o Find X9 Pro peca em graves e médios, entregando som agudizado, apesar do volume alto.

Em séries e filmes, esse problema não é tão evidente a ponto de comprometer a experiência. No entanto, em músicas onde os graves são mais presentes, é bastante perceptível a carência de um som mais encorpado.

Câmeras: mil e uma possibilidades

As câmeras do Oppo Find X9 Pro são realmente excelentes, não à toa o smartphone está à frente do S26 Ultra e Xiaomi 17 Ultra no ranking do DXOMark. O conjunto conta com assinatura da Hasselblad e entrega as seguintes especificações:

  • 50 MP (ultrawide); f/2.0; 120°
  • 50 MP (grande-angular); f/1.5; 84°; OIS 
  • 200 MP (telefoto); f/2.1; 34°; OIS
  • 2 MP (auxiliar monocromática); f/2.4; 88°

Já na parte frontal, temos outra câmera com sensor de 50 megapixels, mas com abertura de lente f/2.0 e ângulo de visão de 90º.

Não posso deixar de ressaltar também o software de câmera do Find X9 Pro que traz um universo de possibilidades para entusiastas de fotografia: desde o modo mestre, que permite personalizar parâmetros como exposição, balanço de branco e ISO, até o vídeo profissional, que permite gravar em LOG para obter um material bruto visualmente sem perdas.

Imagem mostra tela com recursos de câmera do Oppo Find X9 Pro
Recursos de câmera do Oppo Find X9 Pro (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

As imagens capturadas com o Oppo Find X9 Pro são ricas em detalhes, preservando texturas, sombras e cores. E, apesar do excelente time de lentes e sensores, é possível ver o pós-processamento trabalhando firme por aqui.

Para usuários comuns, que não estão afim de explorar muita coisa, o modo foto identifica automaticamente a cena para indicar o modo macro, e as opções de troca de lente são intuitivas, e a Oppo também traz o Modo Retrato convencional, que desfoca o fundo da imagem facilmente.

Veja alguns resultados que eu consegui a seguir:

O Find X9 Pro faz vídeos em até 4K a 120 fps / 60 fps / 30 fps com a câmera traseira. Ele oferece zoom óptico de até 3x e digital de 18x.

O modo ultra-estável funciona bem quando a iluminação ajuda, mas ele não traz o bloqueio horizontal, como vemos em aparelhos da Samsung e Motorola.

À noite, o nível de ruído é bem controlado, e as cores me impressionaram por continuarem vibrantes. A lente principal consegue entregar um bom nível de detalhes e maior estabilidade, enquanto a ultrawide sofre um pouco para focar em objetos que se movem em cena e acaba trepidando com qualquer movimento.

A câmera de selfies faz vídeos em 4K a 60 fps, que entregam cores bastante fiéis à realidade.

Kit Teleconversor Hasselblad

A Oppo também apresentou o kit teleconversor Hasselblad, que permite adicionar uma extensão à câmera periscópica do Find X9 Pro. Com o acessório, que é acoplado a uma capinha magnética, a distância focal passa a 230 mm, e é possível chegar zoom óptico de 10x.

Para usar, você precisa acessar as configurações de câmera do Find X9 Pro e escolher o modo Teleconversor Hasselblad.

Imagem mostra conteúdo da caixa do Kit Teleconversor Oppo Hasselblad, incluindo lente teleobjetiva, capa magnética e suporte para tripé
Kit teleconversor Hasselblad (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

É algo essencial? Definitivamente, não. Mas para amantes de fotografia, é um souvenir interessante, que pode agregar em fotos de objetos distantes ao ar livre.

Um ponto negativo é que ao usar o acessório, você é condicionado ao modo automático, sem possibilidade de mudar o formato do arquivo para JPEG Max ou RAW.

Vale ressaltar que a Oppo não tem previsão para vender o kit teleconversor de forma oficial no mercado brasileiro. No entanto, você o encontra para importação em plataformas como eBay e AliExpress por a partir de R$ 1.300.

Sistema e recursos: fluidez surpreendente com ColorOS

Um dos pontos que mais me agradou no Oppo Find X9 Pro foi o ColorOS 16, baseado no Android 16. O sistema que vem embarcado no smartphone é bem otimizado, altamente personalizável e entrega uma experiência fluida, com animações e transições suaves, algo bem próxima ao que eu tenho no dia a dia com meu iPhone.

Arrisco dizer que a interface personalizada da Oppo é mais fluida que a popular One UI 8.5, presente nos celulares Galaxy — pelo menos essa é a sensação ao utilizar ambas ao mesmo tempo — apesar da Samsung ganhar em consistência/recursos de uma forma mais ampla.

Oppo Find X9 Pro roda ColorOS 16 com Android 16 (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Por falar em recursos, o ColorOS também traz IA integrada, e é possível encontrá-la em diversas partes do sistema, como na galeria de fotos, no próprio processamento das imagens durante a captura e no gravador de voz, que reconhece a fala e é capaz de gerar títulos e resumos automaticamente.

Um destaque de IA é o recurso AI Mind Space, uma espécie de segundo cérbero que captura, organiza e transforma informações do seu dia a dia em memórias estruturadas e acionáveis.

A Oppo promete cinco anos de atualização de versão do Android, o que não é pouco, mas é menos que as concorrentes Samsung e Motorola em seus respectivos smartphones topo de linha de 2026.

Assim como a linha Galaxy S26, o Oppo Find X9 Pro é um dos primeiros smartphones a receber a integração do Quick Share com AirDrop da Apple, para transferência de arquivos. Entretanto, até o final dos meus testes, a função não tinha sido disponibilizada no Brasil.

Esse poderia ser um contra, mas não foi, pois a Oppo já conta com um sistema de transferência bastante eficiente chamado O+Connect, que permite conectar o celular a um Mac ou iPhone, desde que este também tenha o software instalado. Desse modo, é bem mais fácil trabalhar com envio de fotos, vídeos e documentos.

Desempenho otimizado e eficiência energética

O Oppo Find X9 Pro vem equipado com o processador MediaTek Dimensity 9500, um chip topo de linha fabricado em litografia de 3 nm, que trabalha em conjunto com 16 GB de memória RAM. Já o armazenamento é de 512 GB no padrão UFS 4.1, o mais moderno disponível em smartphones até a publicação desse review. O resultado é uma performance fluida, sem o menor sinal de engasgo, e um ótimo gerenciamento de energia.

Todas as funções rodam de forma satisfatória, inclusive as mais complexas, multi-tarefas e que exigem maior poder gráfico, como jogos e edição de vídeo.

Jogando Genshin Impact no Oppo Find X9 Pro (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Em meus testes, usei o Oppo Find X9 Pro para rodar os jogos Genshin Impact e Call of Duty: Mobile por, em média, meia hora, e o celular conseguiu executar tudo no máximo, sem queda de fps ou superaquecimento. O único momento em que o celular esquentou um pouquinho mais foi ao fazer o download de recursos para os jogos, chegando a 48ºC (CPU). Durante o carregamento, a temperatura máxima da bateria foi 38ºC.

No Geekbench 6, o celular da Oppo chegou a 2602 no teste single-core e 7451 em multi-core. Já o teste de GPU resultou em 24454 pontos. Para fins de comparação, o Galaxy S26 Ultra com Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy fez 3592 em single-core e 10964 em multi-core, além de 24715 em GPU OpenCL.

Geekbench 6 no Oppo Find X9 Pro (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Bateria para dois dias longe das tomadas

Em bateria, o Oppo Find X9 Pro é um dos grandes destaques do modelo. O componente é feito em silício-carbono e tem capacidade para 7.500 mAh — número que chama a atenção, e isso sem comprometer a espessura do aparelho.

Durante os testes do Tecnoblog, a duração média da bateria foi de 40 horas e 20 minutos. Praticamente 2 dias longe das tomadas, sem preocupações, em uso real, combinando tela ligada e períodos de descanso. Nesse período, usei o que mais usei foi Instagram, WhatsApp, câmeras, Spotify, Netflix, além de apps de produtividade, como Notion e Clickup.

AccuBattery mostrando expectativa de bateria no Oppo Find X9 Pro (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Na recarga, o carregador de 80 W que acompanha a caixa do produto enche o tanque em 1 hora e 45 minutos. O carregamento com tecnologia SUPERVOOC é especialmente interessante para quando precisamos daquele fôlego extra em períodos curtos de recarga, indo de 18% a 54% em apenas 25 minutos.

Conectividade: (quase) tudo o que se espera de um flagship

O Oppo Find X9 Pro tem praticamente tudo o que é esperado de um smartphone topo de linha em termos de conectividade, incluindo tecnologias com os padrões mais recentes, ágeis e estáveis. A ficha técnica inclui Bluetooth 6.0, Wi-Fi 7, 5G e e-SIM.

Também estão presentes NFC, para pagamento por aproximação, e sensor infravermelho, que permite usar o celular como controle remoto.

O aparelho só não é nota 10 nesse quesito porque não traz a tecnologia ultra wideband (UWB) para rastrear objetos com precisão como os concorrentes da Apple e Samsung.

Vale a pena comprar o Oppo Find X9 Pro?

O Oppo Find X9 Pro é um smartphone excelente, com câmeras avançadas, bateria de longa duração, sistema bem otimizado e com processador de alto desempenho. Dito isso, recomendá-lo deveria ser uma tarefa fácil, certo?

Errado: o preço dificulta um pouco as coisas. Por R$ 11.999, é complicado apostar em um grande sucesso do aparelho no Brasil, ainda mais em um mercado dominado por Apple e Samsung.

Como esse é o primeiro flagship da marca a chegar ao mercado nacional, ainda não sabemos como será a evolução de preços do smartphone por aqui — se teremos uma queda acentuada até o meio do ano ou na Black Friday, por exemplo.

De todo modo, se eu tivesse essa grana sobrando e fosse comprar um dos celulares Android vendidos oficialmente no país, essa provavelmente seria a minha escolha em 2026. E eu digo isso depois de testar o S26 Ultra, que é um concorrente de peso.

Se você busca um celular para fotos e vídeos profissionais, o Oppo Find X9 Pro é uma escolha acertada. Não só pelas câmeras, mas pela autonomia que ele entrega e pelo poder de fogo.

Mas e você, o que achou desse smartphone? Não esquece de deixar a sua opinião na Comunidade do Tecnoblog!

Review do Oppo Find X9 Pro: meu Android favorito



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O que é qubit? Saiba como funcionam os bits quânticos


O qubit, ou bit quântico, é a unidade fundamental que define a computação quântica, superando a lógica binária tradicional. Diferente do bit comum, ele utiliza as leis da física subatômica para processar informações em escalas massivas.

Seu poder vem da superposição, que permite ao qubit assumir vários estados simultaneamente e testar diversas soluções em massa. Esse processo é potencializado pelo entrelaçamento, que conecta partículas para uma troca de dados instantânea e processamento paralelo.

Essa tecnologia é essencial para acelerar a descoberta de novos fármacos e otimizar sistemas logísticos globais complexos. Além disso, ela redefine os limites da Inteligência Artificial e desafia os padrões atuais de segurança e criptografia digital.

A seguir, conheça o conceito de qubits, como eles funcionam detalhadamente e os diferentes tipos existentes. Também saiba em quais áreas a tecnologia pode ser aplicada.

O que é qubit?

O qubit é a unidade básica da computação quântica que, diferente do bit clássico limitado a 0 ou 1, usa a superposição para processar múltiplos estados simultaneamente. Por meio do entrelaçamento, as unidades agem de forma conectada, resolvendo cálculos complexos com uma eficiência impossível para o hardware tradicional.

O que significa qubit?

O termo “qubit” foi cunhado pelo físico Benjamin Schumacher em 1995, durante uma conversa com o também físico William Wootters. A expressão é uma abreviação de quantum bit (bit quântico, em português), unindo a lógica do dígito binário tradicional às propriedades da mecânica quântica.

Schumacher oficializou o conceito no artigo “Quantum Coding”, publicado ainda em 1995 sob a influência de seu mentor John Wheeler. O nome facilitou a compreensão da unidade básica de processamento, tornando-se o pilar central da computação quântica atual.

Para que serve o qubit?

O qubit aproveita fenômenos como superposição e entrelaçamento para processar informações em múltiplos estados simultâneos. Essa lógica permite que computadores quânticos resolvam cálculos de otimização e química molecular em uma velocidade inalcançável para os sistemas binários tradicionais.

Sua aplicação é essencial no desenvolvimento de novos fármacos e na segurança digital, onde modelos baseados na Esfera de Bloch superam limites atuais. Ao simplificar a simulação de moléculas complexas, os qubits transformam problemas matemáticos antes impossíveis em soluções práticas e instantâneas para a indústria.

Como funciona o qubit

O qubit utiliza superposição quântica para representar múltiplos estados simultaneamente, diferente do bit comum, limitado apenas a 0 ou 1. Essa característica permite que máquinas processem volumes massivos de dados paralelamente, saltando etapas da computação tradicional.

O sistema ganha potência com o entrelaçamento quântico, fenômeno que conecta partículas para trabalharem em sincronia instantânea, mesmo distantes. Controlados por lasers ou micro-ondas, esses qubits formam uma rede ultraveloz capaz de resolver equações altamente complexas.

Na prática, o computador quântico usa interferências para anular respostas incorretas e amplificar a solução exata de forma estratégica. É como se a máquina explorasse todos os caminhos de um labirinto ao mesmo tempo, ignorando os becos sem saída.

Ao final, o estado quântico colapsa e entrega um resultado legível, convertido em bits comuns para o usuário. Essa tecnologia é a aposta para revolucionar a medicina e a segurança digital com cálculos até então impossíveis.

Quais são os tipos de bit quânticos?

Os qubits são implementados em diversos sistemas físicos para codificar e manipular informações quânticas. Cada tipo aproveita diferentes propriedades quânticas com compensações em termos de escalabilidade, tempo de coerência e precisão de controle.

  • Supercondutores: circuitos resfriados ao zero absoluto onde a eletricidade flui sem resistência. É a aposta da IBM e Google por serem escaláveis, embora sensíveis a ruídos externos;
  • Íons aprisionados: átomos com carga elétrica suspensos no vácuo por campos eletromagnéticos. Eles retêm a informação por muito tempo e são ultraprecisos, mas o controle de grandes grupos de átomos é um desafio de engenharia;
  • Fotônicos: utilizam partículas de luz (fótons) para processar dados por meio de fibras ópticas e espelhos. Podem operar em temperatura ambiente, mas “prender” a luz para realizar cálculos ainda é uma tarefa complexa;
  • Pontos quânticos: elétrons isolados em semicondutores aproveitando a infraestrutura atual dos chips de silício. São promissores para a produção em massa, apesar de serem altamente sensíveis a interferências elétricas;
  • Topológicos: uma aposta teórica da Microsoft que armazena dados em “tranças” geométricas de partículas chamadas anyons. Teoricamente, são imunes a erros de hardware, mas sua existência física ainda é difícil de comprovar e manipular;
  • Átomos neutros: átomos manipulados por feixes de lasers (pinças ópticas) para criar redes organizadas em 2D ou 3D. Oferecem um excelente equilíbrio entre estabilidade da informação e facilidade para escalar o sistema;
  • Centros NV (Diamante): defeitos na estrutura do diamante que permitem controlar o “spin” (rotação) de elétrons em temperatura ambiente. São favoritos para criar sensores ultraprecisos, embora menos potentes para computação pura;
  • Spin em silício: baseiam-se na rotação de elétrons ou núcleos atômicos em cristais de silício purificado. Garantem vida longa aos dados e alta compatibilidade com a indústria de semicondutores atual;
  • Ressonância magnética nuclear (NMR): utilizam o núcleo de átomos em moléculas orgânicas manipuladas por ondas de rádio. Foram pioneiros nos primeiros testes quânticos, mas hoje são considerados limitados para sistemas de grande escala.

O que dá para fazer com qubits?

Os qubits aproveitam as leis da física subatômica para processar volumes massivos de dados simultaneamente. Na prática, essa tecnologia abre portas para avanços importantes:

  • Simulação de materiais e fármacos: permite modelar reações químicas e interações moleculares em nível atômico, acelerando a descoberta de remédios e materiais sem a necessidade de testes em laboratório;
  • Otimização de sistemas complexos: resolve equações de logística e finanças que envolvem bilhões de variáveis em segundos, encontrando as melhores rotas de transporte ou o equilíbrio exato de riscos em carteiras de investimento;
  • Segurança e criptografia quântica: consegue decifrar chaves de segurança atuais com o algoritmo de Shor, mas também viabiliza redes de comunicações ultraprotegidas utilizando a Distribuição de Chaves Quânticas (QKD), impossíveis de hackear;
  • Aceleração de buscas em Big Data: utiliza o algoritmo de Grover para vasculhar bancos de dados gigantescos de forma quase instantânea, transformando o reconhecimento de padrões e a análise de informações desestruturadas em tempo real;
  • Machine Learning: turbina o treinamento de Inteligências Artificiais, permitindo que redes neurais aprendam tarefas complexas, como tradução simultânea e diagnósticos médicos por imagem, com uma precisão e velocidade sem precedentes.

Qual é a diferença entre qubit e bit?

O bit é a unidade básica da computação clássica, funcionando como um interruptor que assume apenas dois estados: ligado (1) ou desligado (0). Ele processa dados de maneira sequencial por meio de transistores, utilizando pulsos de voltagem elétrica para realizar cálculos lógicos simples.

O qubit é uma versão quântica que usa a sobreposição para representar 0, 1 ou uma combinação de ambos ao mesmo tempo. Partículas como o spin do elétron permitem o entrelaçamento, criando uma rede interconectada capaz de resolver problemas complexos em frações de segundo.

Dá para substituir bits por qubits?

Os qubits não substituem os bits em PCs, pois exigem resfriamento extremo e lógica de superposição. Enquanto o bit é binário e previsível, o qubit processa múltiplas possibilidades simultaneamente, sendo uma “ferramenta de precisão” para cálculos científicos e não para executar softwares ou sistemas operacionais.

O futuro aponta para sistemas híbridos, onde a CPU processa o dia a dia e o chip quântico resolve gargalos complexos. Devido à instabilidade física e à taxa de erros dessas partículas, a transição para máquinas totalmente autônomas ainda levará décadas de maturação técnica.

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Motorola Signature (512 GB) tem menor preço desde lançamento no Mercado Livre



Prós

  • Novo ultra premium da Motorola, com RAM de 12 GB e chip da Qualcomm
  • Quatro câmeras de 50 MP, três delas com sensores da Sony
  • Tela AMOLED de 6,8″, taxa de atualização de 165 Hz e brilho de até 6.200 nits
  • Promete ser atualizado até o Android 23
Contras

  • Processador é Snapdragon, mas não é Elite
  • Bateria de 5.200 mAh tem bastante capacidade, mas menos que o Edge 60 Pro

PIX
Cupom

R$ 1.000 OFF EM SMARTPHONES
R$ 6.746,45  Mercado Livre

O Motorola Signature (512 GB) está com o menor preço desde o seu lançamento no Brasil há pouco mais de 1 mês por R$ 8.999. A oferta encontrada no Mercado Livre registra o novo celular premium da Motorola por R$ 6.746 no Pix com o cupom de R$ 1.000 OFF disponível para resgate na vitrine; o que indica desconto de 25%.

Motorola Signature tem câmeras Sony de 50 MP e tela de 6,8″

O Motorola Signature é um celular ultra premium que chegou para concorrer com outros topos de linha. A tela LTPO AMOLED de 6,8 polegadas promete entregar taxa variável de até 165 Hz, assegurando excelente fluidez em todos as áreas. O brilho atinge pico de 6.200 nits que permite visualização clara sob luz intensa e de quebra um dos maiores do segmento. O painel também traz suporte a HDR10+ e Dolby Vision.

O novo flagship da Motorola apresenta quatro câmeras (três traseiras e frontal) de 50 MP. São elas: o sensor principal Sony Lytia 828, capaz de gravar em 8K, periscópia Sony Lytia 600, ultrawide e selfie Sony Lytia 500. Além do sistema ser versátil, os sensores da Sony garantem fotografias com altos níveis de definição.

O dispositivo carrega o processador Snapdragon 8 Gen 5 não-elite e 12 GB de memória RAM. Embora o chip não seja o de última geração da Qualcomm, entrega CPU de até 3.8 GHz. Portanto, a performance entregue possibilita experiência multitarefa e execução de tarefas exigentes com folga.

O melhor celular da Motorola traz bateria com capacidade de 5.200 mAh, além de suportar carregamento com fio de até 90 W e sem fio de 50 W, o que indica carga suficiente para uso em poucos minutos. No mais, oferece conectividade Wi-Fi 7, Bluetooth 6.0 e sistema de áudio estéreo com Dolby Atmos.

O Motorola Signature (512 GB) está com um desconto inédito de 25% no Mercado Livre e promete novas atualizações de sistema operacional até o Android 23, o que indica garantia da fabricante de sete anos de updates.

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Motorola Signature (512 GB) tem menor preço desde lançamento no Mercado Livre



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