Revolut busca licença bancária no Peru em meio à expansão na América Latina


A Revolut, um banco digital e empresa de pagamentos com sede em Londres, solicitou uma licença bancária completa no Peru como parte de sua expansão pela América Latina, informou a Bloomberg na segunda-feira.

Se aprovada, a licença permitirá que a empresa opere como um banco regulado no país, adicionando o Peru a uma lista de mercados regionais ao lado de México, Colômbia e Brasil. A Bloomberg disse que a Revolut planeja competir principalmente com os bancos tradicionais, em vez de rivais fintech mais novos.

A Revolut identificou remessas e pagamentos internacionais como partes centrais de sua estratégia local, observando que cerca de 1 milhão de pessoas no Peru dependem de dinheiro enviado do exterior.

Segundo dados do Banco Mundial, as remessas pessoais para o Peru totalizaram US$ 4,93 bilhões em 2024. Julien Labrot, CEO da Revolut no Peru, disse que a expansão busca aumentar a concorrência e melhorar o acesso a serviços financeiros no mercado local.

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Remessas pessoais para o Peru. Fonte: World Bank

A Revolut, um neobank fundado em 2015, expandiu recentemente suas ofertas de criptomoedas junto com o crescimento mais amplo de sua plataforma. Em abril de 2025, a empresa relatou um ano recorde, com o lucro líquido de 2024 aumentando 130%, para 790 milhões de libras (US$ 1,06 milhão) ano a ano, impulsionado por forte crescimento de clientes e uma recuperação da atividade de negociação de criptomoedas.

Em outubro de 2025, a Revolut introduziu conversão 1:1 de USD para stablecoins, permitindo que usuários trocassem dólares por USDC (USDC) e USDt (USDT).

Os volumes de pagamentos em stablecoins na plataforma da Revolut foram estimados em alta de 156% ano a ano em 2025, para cerca de US$ 10,5 bilhões, segundo uma análise independente do pesquisador Alex Obchakevich.