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Binance e CZ pagaram o preço por desafiar os sistemas financeiros e políticos tradicionais, diz Arthur Hayes



O crescimento explosivo e o sucesso da Binance, fora do controle dos poderes constituídos dos sistemas financeiro e político tradicional, levaram a ações de aplicação da lei pesadas contra a exchange, de acordo com o ex-CEO da BitMEX, Arthur Hayes. 

Hayes se aprofundou no recente acordo de US$ 4,3 bilhões da Binance com o Departamento de Justiça dos EUA em um longo artigo publicado no Substack. O acordo foi selado depois que a exchange e seu fundador, Changpeng “CZ” Zhao, admitiram ter violado as leis de lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo dos Estados Unidos.

Como Hayes destaca, a exchange global de CZ se tornou a maior do mundo em volume de negociação nos seis anos que se seguira à sua criação em 2017. O ex-CEO da BitMEX aponta que a Binance também estaria bem classificada no ranking das 10 principais exchanges tradicionais por volume diário médio de negociação, o que reforça a sua crescente influência sobre os mercados financeiros globais.

“O problema para a classe financeira e política tradicional era que os intermediários que facilitavam os fluxos de entrada e saída da revolução industrial chamada blockchain não eram administrados por membros de sua classe”, opinou Hayes.

Binance desafiou o status quo

O ex-CEO da BitMEX, que também foi acusado de violar os regulamentos da Lei de Sigilo Bancário dos EUA por não ter implementado procedimentos adequados de identificação de clientes (KYC), destacou o papel da Binance em permitir que as pessoas comuns possuam intermediários e criptoativos sem precisar das instituições tradicionais.

“Nunca antes as pessoas puderam tomar parte em uma revolução industrial em menos de 10 minutos por meio de aplicativos de negociação para desktop e dispositivos móveis.”

Hayes acrescentou que, de um ponto de vista fundamentalista, as exchanges centralizadas usam ferramentas do estado, como empresas e marcos regulatórios, para “desintermediar as próprias instituições que deveriam administrar o sistema financeiro e político global.”

“Qual foi o valor pago por CZ? CZ – e, por extensão, a Binance – pagou a maior multa corporativa da história da Pax Americana.”

Hayes então se refere a vários escândalos bancários de alto nível, bem como à crise financeira global de 2008 e à recessão subsequente, que foi diretamente atribuída ao colapso do mercado imobiliário dos EUA.

Os EUA e a China voltaram a ser meio que amigos. Como esse novo amor se traduz em empilhamento de sats? Leia “Panda Power” para saber minha opinião. Recurso bônus: um pequeno comentário sobre a situação da #BENANCE.

— Arthur Hayes (@CryptoHayes) 

Na maioria dos casos, as principais instituições bancárias e financeiras foram amplamente absolvidas ou tiveram sua responsabilidade limitada. Por outro lado, CZ e a Binance foram duramente castigados pelo Departamento de Justiça dos EUA:

“Obviamente, o tratamento dado à CZ e à Binance é absurdo e apenas destaca a natureza arbitrária do aparelho punitivo mantido nas mãos do Estado.”

Em seguida, Hayes se aprofunda nos meandros do estado atual das economias dos EUA e da China e em como esta última poderia impulsionar enormes fluxos de capital para o Bitcoin (BTC) nos próximos anos.

Capital vai fluir da China para o Bitcoin

O ex-CEO da BitMEX sugere que as empresas estatais, os fabricantes e os investidores chineses estão prontos para começar a investir capital no exterior devido à falta de retornos atraentes no próprio país.

Citando o professor da Universidade de Pequim e ex-trader do Bear Stearns, Michael Pettis, Hayes escreve que a China não pode absorver mais dívidas de forma lucrativa porque os investimentos não geram retornos que excedam a taxa de juros da dívida.

“Em vez disso, ele o yuan será descartado nos mercados financeiros. O capital, ou seja, o dinheiro digital de crédito fiduciário, é globalmente fungível. Se a China estiver imprimindo yuan, ele entrará nos mercados globais e sustentará os preços de todos os tipos de ativos de risco”, explica Hayes.

As recentes licenças de Hong Kong para um punhado de exchanges e corretoras de criptomoedas operarem legalmente na região significa que as empresas chinesas e os investidores individuais têm os meios necessários para comprar Bitcoin.

Considerando que a China já foi uma nação poderosa na mineração de Bitcoin, Hayes sugere que muitos investidores chineses estão bem familiarizados com o ativo e sua “promessa como reserva de valor”, afirmando:

“Se houver uma maneira de transferir legalmente dinheiro da China continental para Hong Kong, o Bitcoin será um dos muitos ativos de risco que serão comprados pelos investidores locais.”

Em uma perspectiva macro, Hayes apresenta um argumento para que a China aumente localmente a disponibilidade e a acessibilidade do crédito baseado em yuan chinês. Isso, na verdade, pode fazer com que o preço do crédito em dólares caia, já que as empresas chinesas terão uma opção doméstica acessível.

“Dado que o dólar é a maior moeda de financiamento do mundo, se o preço do crédito cair, todos os ativos de oferta fixa, como Bitcoin e ouro, subirão em termos de valor fiduciário em dólar.”

Hayes acrescenta que a “natureza fungível do crédito fiduciário global” fará com que os dólares fluam para ativos monetários sólidos como o Bitcoin.

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Fonte das informações: Cointelegraph

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